Empresas interessadas em optar pelo Simples Nacional para o ano de 2027 já podem iniciar o processo de avaliação de seu regime tributário. O período de escolha começa nesta terça-feira (01/09) e segue até o final do mês. A definição ocorre em meio às transformações no sistema fiscal brasileiro trazidas pela Reforma Tributária, exigindo atenção renovada de micro e pequenos empresários.
A decisão será determinante para o posicionamento de mercado dos negócios. Entre as alternativas disponíveis estão a permanência no Simples Nacional tradicional, a adesão ao modelo híbrido — no qual o empreendimento mantém o Simples, mas recolhe o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular — ou a transição integral para o novo sistema tributário.
Segundo a analista tributária da Federação das Indústrias do Estado de
Impacto nas cadeias produtivas e geração de créditos
Com a introdução do IBS e da CBS, o enquadramento escolhido influenciará o relacionamento com clientes e fornecedores. Negócios focados no consumidor final tendem a sofrer menor impacto quanto à transferência de créditos. Em contrapartida, empresas fornecedoras do mercado corporativo (B2B) podem enfrentar exigências comerciais para a liberação de créditos integrais dos novos impostos.
Diante desse contexto, o modelo híbrido surge como opção intermediária, permitindo conciliar a simplificação do Simples com a geração de créditos integrais para a cartela de clientes. A analista alerta que a manutenção exclusiva no Simples tradicional pode acarretar perda de competitividade, sobretudo no setor industrial e em cadeias longas de produção. A recomendação em

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