A nova regra do Pix entrou em vigor ampliando de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central para proteger comerciantes e pequenos negócios vítimas de golpes.
O novo prazo vale para quem recebeu o valor de forma legítima, mas teve a quantia devolvida posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo sistema.
Já o prazo para quem enviou o dinheiro e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original.
Dois prazos importantes
Com a alteração normativa, existem agora duas situações distintas em que o limite é de 80 dias para os envolvidos:
• Vítima que enviou a quantia: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o mecanismo;
• Recebedor que sofreu devolução indevida: possui até 80 dias a partir da devolução para contestá-la.
A modificação integra a Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o manual operacional das regras vigentes.
Golpe contra lojistas
A alteração mira diretamente uma fraude que explora a segurança da ferramenta. O golpista efetua um pagamento para uma loja e depois alega ter transferido por engano, exigindo a devolução por outra chave.
Posteriormente, o criminoso aciona o banco afirmando que o pagamento original foi fruto de fraude. Se aceito, o comerciante acaba perdendo o montante duas vezes.
Por isso, recomenda-se usar estritamente a função de devolução nativa no aplicativo bancário, evitando novos envios manuais.
Como funciona o mecanismo
O recurso foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de crimes ou falhas operacionais, não servindo para simples arrependimentos de compra ou desacordos comerciais.
Ao identificar um ilícito, o usuário deve acionar sua instituição financeira rapidamente. As entidades analisam o cenário e buscam indícios de irregularidade.
MED 2.0 e rastreamento
A ampliação coincide com a chegada do MED 2.0, versão que rastreia o caminho do dinheiro após o envio para outras contas.
O modelo aumenta as chances de bloqueio, embora a devolução não seja garantida caso os recursos já tenham sido sacados ou transferidos totalmente.
O que fazer ao cair no golpe
Quem perceber irregularidades deve contatar o banco o quanto antes, reunindo comprovantes, conversas, registros e, se necessário, registrando um boletim de ocorrência.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se