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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Brasil/Mundo

MP de Minas Gerais adverte sobre a exposição de menores em redes sociais

Dados como nome da escola e atividades de lazer podem auxiliar criminosos na criação de golpes e trotes de sequestro.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
MP de Minas Gerais adverte sobre a exposição de menores em redes sociais
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeciber/MPMG) emitiu um aviso aos responsáveis, desaconselhando a divulgação de imagens de seus filhos utilizando uniformes escolares. A orientação é evitar a exposição da rotina de crianças e adolescentes em plataformas digitais.

Detalhes como a instituição de ensino frequentada por menores ou as atividades extracurriculares que realizam podem ser valiosos para criminosos, que os utilizam para planejar golpes, como falsos sequestros, ou para identificar potenciais vítimas.

André Salles, promotor de Justiça e coordenador do Gaeciber, declarou nesta segunda-feira (9) à Agência Brasil que o propósito do alerta é sensibilizar pais e responsáveis acerca dos sérios riscos associados a essa prática comum.

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“Muitos dos delitos praticados no ambiente online não se configuram como crimes cibernéticos em sua essência, pois não dependem exclusivamente de tecnologias avançadas. A superexposição, nesse contexto, revela uma riqueza de informações sobre a vida das pessoas”, esclareceu o promotor.

Conforme Salles, a engenharia social representa a forma mais prevalente de manipulação. “Essa exposição provê dados cruciais aos criminosos, permitindo-lhes traçar a rotina, saber onde a criança estuda, seus deslocamentos e até mesmo a localização dos pais em horários específicos”.

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Limites da exposição online

André Salles enfatizou que é fundamental evitar tal nível de exposição. As crianças devem seguir critérios rigorosos ao usar as redes sociais, respeitando os limites estabelecidos por seus pais e responsáveis. Além disso, mesmo que haja publicações de fotos ou informações, os adultos devem controlar quem terá acesso a esses dados.

“Isso se deve ao fato de que essas informações se tornam extremamente valiosas para os criminosos no momento de conceber e executar seus golpes”.

O promotor alertou que esses criminosos podem construir uma relação de confiança, apresentando-se sob falsas identidades, como um diretor de escola ou um gerente de banco. Dessa forma, a armadilha se torna mais convincente para a vítima, uma vez que o golpe é arquitetado com base nas próprias informações divulgadas nas plataformas digitais.

O MPMG tem promovido campanhas com o intuito de diminuir a exposição de indivíduos nas redes sociais, com foco especial em crianças e adolescentes. O objetivo é prevenir golpes e crimes de natureza pessoal, como a manipulação de imagens, que afetam pessoas de todas as faixas etárias.

A meta é conscientizar a população para que o controle sobre as informações divulgadas seja intensificado, e para que se estabeleça um limite claro para a exposição de dados pessoais e profissionais na internet. “Qualquer dado pode ser usado como uma forma de identificação”, advertiu. O Gaeciber também tem estendido suas campanhas de conscientização ao público interno do MPMG, visando educar os próprios colaboradores do órgão.

A importância do uso responsável da internet

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024, 94% dos brasileiros têm acesso à internet. No entanto, o promotor de Justiça ponderou que é crucial que essa vasta população se conscientize sobre a necessidade de um uso responsável da rede. O Gaeciber mantém um trabalho contínuo de prevenção e conscientização, destacando os cuidados e a atenção essenciais para evitar crimes nas redes sociais.

Recentemente, foi instituída uma força-tarefa dedicada a combater golpes relacionados ao pagamento do IPVA e a fortalecer a repressão a esses crimes, com resultados significativos em condenações. No ano anterior, essa mesma força-tarefa garantiu sentenças que superaram 14 anos de prisão para criminosos sexuais e mais de 12 anos para autores de extorsão. “Esses resultados evidenciam a extrema gravidade desses delitos”, finalizou André Salles.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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