O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) investigado por fraudes.
A detenção anterior foi substituída por medidas cautelares, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Além disso, o ex-procurador está proibido de manter contato com os demais investigados.
Ele também não pode acessar as dependências do INSS ou da Dataprev.
A prisão havia ocorrido em novembro do ano passado durante a Operação Sem Desconto.
A ofensiva policial apura esquemas de desvios em contribuições associativas de aposentadorias e pensões.
No início de agosto, a Polícia Federal formalizou o indiciamento sob suspeita de recebimento de R$ 11,9 milhões.
Os valores seriam oriundos de descontos irregulares repassados por meio de empresas ligadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Para o ministro, o encerramento da fase investigativa elimina a necessidade da manutenção da custódia preventiva.
As novas restrições foram consideradas suficientes para evitar novos delitos.
Na mesma decisão, Samuel Bomfim Júnior também foi solto mediante uso de equipamento eletrônico.
O magistrado ainda revogou a exigência de tornozeleira para José Carlos Oliveira e Pedro Corrêa Neto.
Ambos exerceram funções públicas durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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