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Sábado, 06 de Junho 2026
Saúde

Médicos no Rio de Janeiro enfrentam quase mil casos de agressão no trabalho desde 2018

Agressões verbais representam a maioria dos incidentes, com mulheres médicas sendo as principais vítimas dos ataques.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Médicos no Rio de Janeiro enfrentam quase mil casos de agressão no trabalho desde 2018
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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No estado do Rio de Janeiro, um alarmante levantamento revela que médicos têm sido alvo de 987 casos de agressão no exercício profissional entre 2018 e 2025. Essa estatística preocupante, que abrange tanto unidades públicas (717 ocorrências) quanto privadas (270), sublinha a crescente vulnerabilidade desses profissionais e a urgência de medidas de segurança.

As agressões verbais são as mais frequentes, contabilizando 459 registros. Em seguida, aparecem 89 casos de violência física e 208 de assédio moral, demonstrando a diversidade dos ataques. É notável que a maioria das vítimas identificadas nesse período é composta por mulheres médicas.

A discussão sobre a segurança dos médicos nas instalações de saúde ganhou destaque em um encontro promovido nesta terça-feira (5). O evento foi organizado em conjunto pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), visando abordar diretamente o problema.

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Para Antônio Braga Neto, presidente do Cremerj, os números servem como um sério alerta para a necessidade de ações imediatas.

“Esses dados expõem uma realidade grave e insustentável”, pontuou Braga Neto. “Profissionais que estão na linha de frente, dedicando-se ao cuidado da população, precisam ter suas condições mínimas de segurança asseguradas para desempenhar suas funções.”

Braga Neto também enfatizou a gravidade dos incidentes de agressão direcionados especificamente a mulheres médicas no ambiente de trabalho.

“É absolutamente inaceitável que médicas sejam alvo de violência física dentro de unidades de saúde”, declarou. “Essa situação extrema evidencia o nível de vulnerabilidade ao qual esses profissionais estão expostos e reforça a urgência de implementar medidas de proteção eficazes.”

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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