O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, foi exonerado do cargo, após decreto ser assinado pelo Presidente Jair Bolsonaro. No entanto a decisão surpreendeu o ministro Sérgio Moro e o mesmo deve pedir demissão do cargo.
Valeixo foi superintendente do estado do Paraná, durante a operação Lava-Jato e naquela época, Sergio Moro era juiz federal responsável pelos processos e o mesmo recomendou a indicação de Valeixo para o cargo, antes de Jair Bolsonaro ser eleito Presidente da República.
Segundo informações, o problema para Bolsonaro não é Maurício Valeixo, e sim o próprio ministro. A intensão seria colocar um nome próximo do Presidente e que Maurício Valeixo seria o homem de confiança de Sérgio Moro.
Até o momento não há nenhum nome confirmado para exercer a nova função, no entanto foram cogitados os seguintes nomes:
- Anderson Gustavo Torres, secretário de Segurança Pública do DF;
- Fabio Bordignon, diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que conta com a aprovação e confiança de Moro.
- Jorge Oliveira, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, é advogado e ex-major da Polícia Militar, foi assessor jurídico de Jair Bolsonaro quando o presidente era deputado federal e chefe de gabinete e assessor jurídico de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente que é deputado federal.
