As famílias brasileiras continuaram enfrentando um cenário de maior aperto financeiro em agosto. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central, o endividamento e a taxa de inadimplência registraram novas altas no período.
A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas subiu para 61,7% ao ano. Isso representa um acréscimo de 1,4 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Entre as modalidades que mais pressionaram esse indicador para cima estão o cartão de crédito rotativo e também a modalidade parcelada.
Crescimento do crédito
Apesar do encarecimento dos empréstimos, o volume de crédito livre destinado às famílias manteve trajetória de alta. O saldo total dessa categoria alcançou R$ 2,6 trilhões.
O resultado foi impulsionado sobretudo pelo financiamento de veículos, pelo rotativo do cartão e pelo crédito consignado voltado a trabalhadores do setor privado.
Por outro lado, o comportamento dos juros para famílias contrastou com o cenário corporativo. Nas empresas, a taxa média do crédito livre recuou para 24,2% ao ano.
Endividamento e inadimplência
O comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas manteve-se em patamares elevados, atingindo 28,7% conforme as estatísticas oficiais.
No recorte específico de atrasos superiores a 90 dias, a inadimplência das pessoas físicas chegou a 6%, subindo 0,2 ponto percentual na comparação mensal.
Já o saldo consolidado das operações do Sistema Financeiro Nacional encerrou o mês de agosto somando R$ 7,4 trilhões, com expansão de 0,5%.

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