O esporte de Juiz de Fora ganhou destaque no cenário do grappling paradesportivo. Lyan Perantoni Guimarães, atleta da Classe Funcional C1, conquistou, no último dia 26 de setembro, o título do ADCC Open Petrópolis – 2ª etapa, realizada na cidade imperial do Rio de Janeiro.
A conquista representa um momento marcante na trajetória do atleta, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 e vem encontrando no jiu-jitsu e no grappling um importante caminho de desenvolvimento esportivo e pessoal.
De acordo com informações repassadas pela família, Lyan foi o único atleta com espectro autista a disputar a competição, tornando o resultado ainda mais significativo dentro de sua trajetória no esporte.
Do primeiro contato com o tatame ao alto rendimento
A história de Lyan com as artes marciais começou ainda na infância. Ele iniciou os treinamentos aos nove anos de idade, com o Sensei Montanha.
Aos 13 anos, passou a treinar com o próprio pai, Leonardo Moraes Guimarães, faixa-preta de 5º grau da Equipe Nanado Shark, que também passou a acompanhar mais de perto sua evolução dentro do esporte.
A convivência entre pai e filho no tatame contribuiu para o desenvolvimento técnico do atleta e para a construção de uma trajetória que atualmente ultrapassa as fronteiras de Juiz de Fora.
Inclusão e desenvolvimento por meio do esporte
Além da competição, a trajetória de Lyan também chama atenção pela relação entre o esporte e a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
O jiu-jitsu pode proporcionar um ambiente estruturado, com rotina, disciplina, desenvolvimento motor, percepção corporal, socialização e fortalecimento da confiança. Para atletas dentro do espectro, o processo também pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia e para a construção de vínculos sociais.
No caso de Lyan, o tatame passou a representar não apenas um espaço de treinamento e competição, mas também uma oportunidade de demonstrar que pessoas com diferentes características e necessidades podem encontrar no esporte um ambiente de participação, desenvolvimento e pertencimento.
Um título com significado especial
A vitória no ADCC Open Petrópolis – 2ª etapa, no dia 26 de setembro, coloca o nome de Lyan entre os atletas que vêm ajudando a ampliar a presença do paradesporto no grappling.
A conquista também ganha importância por representar a participação de um atleta com TEA em uma modalidade que exige preparação física, concentração, estratégia e controle corporal.
Para a família, o resultado reforça a importância de oferecer oportunidades para que pessoas com deficiência e diferentes condições do neurodesenvolvimento possam descobrir suas potencialidades por meio do esporte.
Próxima parada: São José dos Campos
Depois do título conquistado em Petrópolis, Lyan já tem um novo desafio pela frente.
A próxima parada será o ADCC Open São José dos Campos, competição que integra a etapa brasileira da modalidade.
O atleta de Juiz de Fora segue agora na preparação para mais uma disputa, levando para o tatame a experiência adquirida nas competições anteriores e a representatividade de sua trajetória no grappling paradesportivo.
Uma trajetória que vai além das medalhas
A história de Lyan mostra como o esporte pode funcionar como instrumento de inclusão e desenvolvimento. Cada competição representa não apenas a busca por resultados, mas também a oportunidade de ampliar a visibilidade para atletas com deficiência e para pessoas dentro do espectro autista.
A trajetória construída desde os nove anos de idade, passando pelos primeiros treinamentos com o Sensei Montanha e, posteriormente, pela preparação ao lado do pai, Leonardo Moraes Guimarães, chega agora a uma nova fase, marcada pela conquista de títulos e pela participação em competições de alcance nacional.
De Juiz de Fora para os grandes tatames do grappling, Lyan Perantoni Guimarães segue escrevendo sua história.

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