O cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na última quarta-feira, 28, pelo Ministério da Economia, aponta que foram gerados 879 postos de trabalho em Juiz de Fora no mês de março. O saldo é a diferença entre 4.584 admissões e 3.705 desligamentos no período. No primeiro trimestre de 2021, a cidade tem saldo positivo de 1.438 empregos.
Quanto ao perfil dos empregados no último mês, 356 são mulheres e 523, homens. Destes, destacam-se os profissionais com ensino médio completo (370) e médio incompleto (246). Considerando a faixa etária, a maioria, 586 empregados, têm de 18 a 24 anos.
O setor que mais empregou foi o de Serviços (547), seguido pelo de Comércio (155), Construção Civil (106) e Indústria (81). A Agropecuária foi o único com saldo negativo de 10 postos em março. Destacam-se as vagas de Serviços Administrativos (454) e Trabalhadores da Produção de Bens e Serviços Industriais (249).
Em relação ao mês anterior, quando foram gerados 582 postos de trabalho, Juiz de Fora apresenta um crescimento de 51,03% maior que Minas Gerais, -29,96%, e Brasil -53,4%. Em março, estado e país registraram a geração de 35.592 e 184.140 vagas, respectivamente. Em fevereiro, foram 50.820 e 395.166 postos.
Acumulado do ano
Do total de 1.438 empregos gerados na cidade de janeiro a março, 546 são do setor de Serviços, 413 da Indústria, 316 da Construção Civil, 175 do Comércio e, na Agropecuária, houve a extinção de 12 postos.
Crescimento Sustentável
O secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (Sedic), Ignacio Delgado, explica que, no último ano, uma mudança de metodologia do Caged passou a considerar, além da pesquisa realizada mensalmente com os empregadores, dados do eSocial e do empregadorWeb, além de acentuar a exigência sobre as empresas para que informem sobre vagas temporárias.
“Com isso, os dados ficam inflados, se contrastados com os obtidos na metodologia anterior. Basta observar que em março de 2020 os resultados eram todos negativos, num momento de início da pandemia. Hoje, com ela impactando de forma muito mais significativa a economia, os resultados são positivos. Há, pois, certa artificialidade nos resultados e uma impossibilidade clara de verificar a série histórica”, explica.
Segundo Delgado, os resultados por idade sugerem que cresceram as vagas temporárias (o segmento de 30 a 39 anos, de pessoas que estão há mais tempo no mercado de trabalho é o que apresenta maior índice de desligamentos: 1.152). “A construção civil não chegou a ser impactada pela pandemia, a indústria tem se beneficiado da desvalorização cambial (que encarece as importações), afetando positivamente os serviços, uma vez que os serviços industriais são, dentro do segmento, uma das atividades que mais cresceu. No âmbito dos serviços, ainda, além dos administrativos, que tendem a ser flutuantes, o combate à pandemia, que mobiliza vigorosamente o sistema de saúde, pode, talvez, ter alguma influência nos resultados, inclusive como efeito da contratação de leitos feitos pela Prefeitura de Juiz de Fora”, avalia.
De acordo com o secretário, para um crescimento sustentável da geração de empregos na cidade, é preciso seguir firme no combate à pandemia, com intensificação da vacinação e respeito rigoroso às normas sanitárias e às recomendações da ciência.
“Além disso, a Prefeitura lançou o Desenrola Juiz de Fora, que vai facilitar a abertura de novas empresas, com impacto positivo na geração de emprego e, em breve, vai lançar o Plano de Desenvolvimento Municipal, com incentivos para setores estratégicos e políticas de médio e longo prazo para transformação produtiva da economia local, de modo a gerar mais e melhores empregos”, finaliza.
Outras informações:
(32) 99182-5951 - Sedic
Juiz de Fora gera 879 empregos em março; no primeiro trimestre, saldo é de 1.438
Os dados são do cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
Por Geraldo Gomes
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Publicado por:
Geraldo Gomes
Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...
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