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Domingo, 03 de Maio 2026
Minas Gerais

Janeiro Roxo: Governo de Minas amplia combate à hanseníase com testes moleculares inéditos no SUS

Exames realizados pela Funed reforçam o diagnóstico precoce, reduzem o tempo de resposta e fortalecem a rede pública de saúde em Minas Gerais

Talia Santana
Por Talia Santana
Janeiro Roxo: Governo de Minas amplia combate à hanseníase com testes moleculares inéditos no SUS
Lucas Luckeroth / Funed
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Como parte das ações do Janeiro Roxo, o Governo de Minas Gerais passou a ofertar, de forma inédita na rede pública estadual, testes moleculares para o enfrentamento da hanseníase. Os exames são realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), e têm como objetivo auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento da doença.
A iniciativa amplia o apoio laboratorial ao diagnóstico clínico da hanseníase, especialmente no monitoramento de contatos de casos confirmados e na definição mais precisa da conduta terapêutica. Segundo a SES-MG, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para interromper a transmissão e evitar o surgimento de sequelas.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a hanseníase segue presente em Minas Gerais, com mais de mil casos notificados anualmente. Ele destaca que o fortalecimento da rede de cuidados começa na Atenção Primária à Saúde e que qualquer pessoa com manchas na pele ou alterações de sensibilidade deve procurar uma unidade de saúde. O tratamento é gratuito e, quando iniciado precocemente, interrompe a transmissão da doença.
A Funed tem capacidade para realizar cerca de 500 exames ao longo de 2026 e já recebeu kits do Ministério da Saúde para a execução inicial de mais de 280 testes moleculares. A oferta é inédita na rede pública estadual e amplia o suporte ao diagnóstico clínico da hanseníase, especialmente em situações que exigem maior precisão na definição do tratamento.
Os testes foram aprovados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e implantados pelo Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, os exames são realizados no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), o que reduz o tempo de resposta, uma vez que anteriormente as análises estavam concentradas em apenas três laboratórios de referência no país.
Segundo a chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da Funed, Carmem Dolores Faria, a incorporação dos testes fortalece a atuação do estado no enfrentamento da hanseníase e consolida a Funed como referência estadual no apoio ao diagnóstico e controle da doença.
Minas Gerais apresenta índices de detecção historicamente abaixo da média nacional, com 1.294 casos registrados em 2024 e 1.080 em 2025. Para manter e ampliar os avanços no combate à doença, a SES-MG prioriza o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação das equipes municipais e a ampliação da identificação precoce dos casos, respeitando as especificidades regionais.
O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico e dermatoneurológico, realizado nas unidades de saúde. O tratamento é gratuito, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde, e consiste na poliquimioterapia, com duração de seis a 12 meses, conforme a forma clínica da doença. Após a primeira dose, o paciente deixa de transmitir a hanseníase.
Além dos desafios clínicos, a doença ainda é marcada pelo estigma social, fator que contribui para diagnósticos tardios. Especialistas ressaltam que a disseminação de informações de qualidade é fundamental para reduzir o preconceito, estimular a busca por atendimento e evitar sequelas irreversíveis.

 

 
 
 
 

 

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FONTE/CRÉDITOS: GOVERNO DE MINAS GERAIS

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