O IV Festival Paradesportivo de Juiz de Fora chegou ao fim nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, consolidando-se como um dos maiores movimentos de inclusão, visibilidade e afirmação de direitos da pessoa com deficiência na Zona da Mata. Ao longo de cinco dias de competições integradas, o circuito reuniu 263 paratletas em diferentes complexos da cidade.
Coordenado pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), o festival descentralizou suas modalidades para aproximar o paradesporto da comunidade, ocupando desde os tradicionais ginásios públicos até centros acadêmicos e corredores comerciais de grande circulação.
O encerramento oficial da quarta edição ocorreu com as provas de natação nas raias da Academia Fibratech, localizada no Spazio Design, coroando uma semana de alto rendimento técnico e celebração da diversidade.
Retrospectiva do circuito: cinco dias de competição
A programação do festival foi desenhada de forma a contemplar múltiplas habilidades cognitivas e motoras. Confira a trajetória das modalidades ao longo da semana:
As pistas da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid/UFJF) receberam as provas de corrida e campo, inaugurando o festival com foco em garra e determinação.
As disputas coletivas ocuparam as quadras do Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos, mobilizando torcidas e demonstrando alto nível de entrosamento das equipes.
O Shopping Jardim Norte sediou as partidas de bocha e as rodadas de polybat (tênis de mesa lateral adaptado), aproximando os paratletas do público geral em um espaço de grande fluxo de consumo.
As provas aquáticas na Academia Fibratech (Spazio Design) fecharam o calendário esportivo de 2026, com foco em superação e autonomia.
Esporte como ferramenta de autonomia e cidadania
Para as autoridades esportivas locais, o principal legado do festival ultrapassa a contagem de medalhas, atuando diretamente como uma ferramenta política e social de integração urbana.
“Ter o IV Festival Paradesportivo ocupando espaços como a universidade, o Ginásio Municipal, a Fibratech e até o Shopping Jardim Norte mostra que a participação desses alunos não pode ficar restrita a um único espaço; ela precisa estar onde o cidadão está”, ressaltou o secretário de Esporte e Lazer, Marcelo Matta.
Denis de Souza, supervisor de Fomento a Eventos Esportivos da SEL, complementou destacando a responsabilidade social embutida na iniciativa: “Os principais objetivos do Festival são dar visibilidade às pessoas com deficiência e às suas oportunidades na prática esportiva, seja por participação, recreação ou competição. A pessoa com deficiência precisa estar na sociedade de forma incluída e integrada, mas sem nos esquecermos da luta por direitos”.
Central de atendimento da SEL
Para obter detalhes sobre as marcas estabelecidas pelos atletas, registros fotográficos institucionais ou para conhecer os projetos públicos e escolinhas de esportes adaptados mantidos pela Prefeitura ao longo de todo o ano, os cidadãos podem entrar em contato com a Secretaria de Esporte e Lazer pelo telefone: (32) 3690-7845.

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