Na última segunda-feira (25/05), o
A solenidade contou com a presença da promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-Saúde), Giovanna Carone Nucci Ferreira, da assessora técnica Bárbara Coelho Ferreira e do promotor de Justiça de defesa da saúde de Barbacena, Luiz Paulo Bhering Nogueira. De acordo com os representantes do órgão, o fechamento da estrutura carrega um profundo significado institucional, sanitário e humanitário, sepultando um modelo baseado na exclusão social.
Memória do Holocausto Brasileiro e transição de paradigma
Ao longo de décadas, o Hospital Colônia foi cenário de internações indevidas e condições degradantes que resultaram no registro de milhares de mortes de pacientes, em um episódio que ficou conhecido na literatura e na história nacional como o "Holocausto Brasileiro". A coordenação do CAO-Saúde enfatizou que o encerramento definitivo das atividades físicas não apaga a memória da dor coletiva, que deve ser lembrada para que não se repita, mas estabelece a consolidação de um novo paradigma de atendimento fundado na inclusão e no respeito aos cidadãos em sofrimento mental.
Fiscalização permanente e a ferramenta digital RAPS
O Ministério Público mantém uma atuação constante no fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em
Para subsidiar o trabalho dos promotores de Justiça em cada município, o CAO-Saúde desenvolveu e implementou a ferramenta tecnológica "Aqui tem RAPS". O sistema realiza um diagnóstico e mapeamento minucioso da Rede de Atenção Psicossocial em solo mineiro. A plataforma qualifica a fiscalização ao fornecer dados territoriais concretos, permitindo que o Ministério Público cobre dos gestores municipais a estruturação correta de serviços de saúde mental integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
FAQ
O que foi o Holocausto Brasileiro em Barbacena?
Foi o termo utilizado para denunciar a morte de milhares de pessoas internadas à força e mantidas em condições subumanas e sem cuidados médicos adequados no antigo Hospital Colônia ao longo do século passado.
Para onde vão as pessoas que precisam de tratamento psiquiátrico agora?
O atendimento agora é feito de forma humanizada e em liberdade através dos serviços que compõem a RAPS, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), leitos em hospitais gerais e unidades de acolhimento comunitário.
Como saber se a minha cidade tem uma rede de atendimento em saúde mental?
O Ministério Público utiliza a plataforma digital "Aqui tem RAPS" para mapear e auditar a existência de serviços psiquiátricos e psicossociais nos municípios de
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