A Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios de Juiz de Fora instaurou inquérito para apurar o assassinato de um homem de 30 anos, ocorrido na madrugada de sábado no Bairro Dom Bosco, Zona Sul da cidade. Dois suspeitos chegarem a ser presos em flagrante pela Polícia Militar nas imediações do crime, mas foram colocados em liberdade após prestarem depoimento à Polícia Civil.
A decisão de liberação foi tomada pela delegada titular da unidade, Camila Miller, por entender que não foram reunidos elementos suficientes que justificassem a manutenção da prisão em flagrante naquele momento.
Ocorrência e abordagem da Polícia Militar
A ação começou por volta de meia-noite, durante uma operação de patrulhamento do Tático Móvel da Polícia Militar na comunidade conhecida como "Chapadão".
-
Disparos durante a operação: Os policiais realizavam incursão a pé por um beco próximo à Rua Silvério da Silveira quando ouviram diversos tiros.
-
Fuga e abordagem: Ao avançar pelo local, a equipe avistou dois homens (de 34 e 40 anos) correndo no sentido oposto. A dupla tentou escapar ao notar a presença policial, mas foi contida.
-
Revista pessoal: Nada de ilícito ou armas foram encontrados com os dois suspeitos, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
-
Localização da vítima: Metros adiante, os militares encontraram o corpo da vítima caído no chão, já sem sinais vitais. Como a dupla era a única presente no beco logo após os estampidos, recebeu voz de prisão.
Perícia e investigações no local
A perícia técnica esteve no local e constatou que a vítima foi atingida por oito disparos de arma de fogo, com perfurações no braço, peito, queixo, boca, testa e orelha.
| Detalhe da Ocorrência | Dados Registrados |
| Local do crime | Beco próximo à Rua Silvério da Silveira ("Chapadão"), Bairro Dom Bosco |
| Vítima | Homem, 30 anos (óbito confirmado no local) |
| Arma do crime | Não localizada (buscas dificultadas por área de mata e ribanceira) |
| Objetos ausentes | Celular da vítima não foi encontrado no local nem na residência |
| Investigação | Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios (DPC) |
Linha de apuração: Durante o atendimento, moradores relataram informalmente aos policiais que a vítima era suspeita de ter praticado abuso sexual contra uma menina de 7 anos poucos dias antes. A Polícia Civil reforça que a informação trata-se apenas de um relato inicial de populares e que a hipótese será checada ao longo do inquérito.
FAQ
Por que os dois homens foram soltos se foram vistos fugindo do local? Para a manutenção de uma prisão em flagrante, a legislação exige indícios concretos de autoria ou materialidade (como posse da arma do crime, testemunhas oculares diretas do disparo ou resíduos que os vinculem ao ato). Como a revista não encontrou armas nem outros elementos materiais com os abordados, a Polícia Civil entendeu que não havia fundamentação legal suficiente para manter a custódia no momento, optando por investigar o caso com a dupla em liberdade.
A motivação do crime relacionada ao abuso sexual é oficial? Não. Trata-se de uma alegação feita por moradores no local do fato e registrada no boletim de ocorrência da PM. Cabe agora à Polícia Civil cruzar depoimentos, checar se havia denúncias prévias de abuso e investigar se o relato tem relação direta com a execução do home
Gostou desta matéria? Não perca as próximas atualizações da RCWTV!
Explore mais notícias exclusivas e análises profundas em nosso portal oficial e entre no nosso grupo de WhatsApp para receber atualizações diretamente no seu celular.
Siga a RCWTV no Instagram e Facebook para receber as notícias em primeira mão e participar da nossa comunidade!

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se