O governo federal intensificará o cerco contra as bets ilegais que permanecerem ativas após o prazo limite estabelecido para o dia 6 de outubro. A medida, reforçada por uma determinação recente, prevê o bloqueio imediato e o confisco de recursos financeiros dessas plataformas.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (25), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que apenas as marcas devidamente autorizadas continuarão operando no país. As demais serão tratadas como irregulares.
“Hoje são 85 sites e cerca de 180 marcas legais. Elas deixam de existir completamente no dia 5 de outubro. Qualquer outra será bloqueada, rastrearemos os recursos movimentados e vamos confiscar o dinheiro que tenham recebido”, afirmou o ministro.
Para garantir a eficácia da fiscalização, uma força-tarefa foi montada. O grupo conta com servidores dos ministérios da Fazenda e da Justiça, além da Receita Federal, da Polícia Federal e da Anatel.
Com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial, as autoridades já conseguiram banir mais de 60 mil páginas desde o ano de 2024, rastreando o destino dos recursos financeiros.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância da atuação conjunta. “Vamos estabelecer um grupo ampliado, com os mesmos órgãos. A experiência que temos e que tem resultado em operações policiais importantes”, declarou.
Como próximo passo, o governo estuda propor que a operação não autorizada de apostas online se torne crime no Brasil. O combate ao uso de dinheiro do crime organizado nessas plataformas também é prioridade.
Com a aplicação das sanções, todo o montante confiscado pelo Estado será direcionado para investimentos em políticas públicas de segurança.

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