Celebrado em 26 de julho, o Dia dos Avós também pode estimular conversas familiares sobre o acompanhamento da saúde cardiovascular. Sintomas como palpitações, tontura, falta de ar, cansaço excessivo e episódios de desmaio merecem atenção, especialmente quando surgem de forma recorrente ou sem uma causa aparente.
Esses sinais podem estar relacionados a diferentes condições clínicas, entre elas as arritmias cardíacas. A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas explica que o problema ocorre quando o coração bate muito rápido, muito devagar ou de maneira irregular. Algumas alterações são transitórias, enquanto outras são crônicas e podem exigir acompanhamento contínuo. Há ainda pacientes que não apresentam sintomas.
A associação entre a pauta e o Dia dos Avós não significa que as arritmias sejam exclusivas da população idosa. Alterações no ritmo cardíaco podem atingir pessoas de diferentes faixas etárias. Entretanto, o avanço da idade costuma vir acompanhado de maior exposição a fatores de risco, doenças cardiovasculares e uso simultâneo de medicamentos, o que reforça a importância de consultas e exames periódicos.
Desmaio não deve ser tratado como algo normal da idade
Em pessoas idosas, episódios de fraqueza, desequilíbrio ou perda momentânea de consciência podem ser atribuídos equivocadamente ao envelhecimento. A orientação é investigar principalmente os casos acompanhados por palpitações, desconforto no peito, falta de ar ou queda repentina.
“Um desmaio pode ter diferentes causas, desde alterações de pressão e efeitos de medicamentos até distúrbios do ritmo cardíaco. Por isso, o sintoma não deve ser normalizado apenas porque o paciente é idoso. A avaliação médica é necessária para identificar a origem do problema e reduzir o risco de novos episódios”, explica a equipe de especialistas da MA Hospitalar.
O diagnóstico pode envolver avaliação clínica, eletrocardiograma, monitorização por Holter, teste ergométrico, ecocardiograma e outros exames definidos pelo cardiologista. A escolha depende da frequência dos sintomas, das condições anteriores do paciente e das alterações identificadas durante a investigação.
Marcapasso e dispositivo desfibrilador têm funções diferentes
Quando uma arritmia é confirmada, o tratamento pode incluir mudanças de hábitos, medicamentos, procedimentos como ablação ou dispositivos cardíacos implantáveis. A escolha não depende apenas da idade, mas do tipo de alteração, da cardiopatia existente e do risco individual apresentado pelo paciente.
O marcapasso é utilizado principalmente para ajudar a manter uma frequência adequada quando o coração apresenta batimentos excessivamente lentos. Ele envia pequenos estímulos elétricos para corrigir falhas na geração ou na condução dos impulsos cardíacos.
Já o cardioversor desfibrilador implantável, conhecido pela sigla CDI, monitora continuamente o ritmo do coração e pode liberar impulsos ou choques elétricos quando identifica determinadas arritmias ventriculares rápidas ou potencialmente fatais. Alguns modelos também acumulam funções de estimulação semelhantes às de um marcapasso.
“Os dispositivos não são equivalentes e não devem ser comparados apenas pelo formato ou pelo fato de serem implantados. Cada tecnologia responde a uma necessidade clínica específica. A indicação precisa considerar os exames, o histórico cardiovascular e a avaliação de uma equipe especializada”, completa a equipe de especialistas da MA Hospitalar.
Acompanhamento deve continuar após o diagnóstico
A implantação de um dispositivo não encerra o tratamento. Pacientes precisam manter consultas regulares para verificar o funcionamento do equipamento, acompanhar a bateria, ajustar configurações e avaliar a evolução da doença cardíaca. Medicamentos prescritos também devem continuar sendo utilizados conforme orientação profissional.
Familiares e cuidadores podem contribuir observando mudanças de comportamento, piora do cansaço, quedas frequentes, desmaios e dificuldades para realizar atividades habituais. Em situações com perda de consciência, dor no peito, falta de ar intensa ou sinais de parada cardiorrespiratória, o atendimento de emergência deve ser acionado imediatamente.
Jornalista Daiane de Souza | 0007147/SC

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