A comissão especial da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), encerrou uma etapa de intensos debates sobre a proposta de redução da jornada de trabalho. Em menos de um mês de funcionamento, o colegiado ouviu quase 4 mil pessoas, demonstrando o grande engajamento popular e a profundidade das discussões sobre a jornada de trabalho no país, antes da votação do parecer.
Alencar Santana defendeu a legitimidade do colegiado, rebatendo críticas de tramitação acelerada. Ele enfatizou que as audiências públicas foram abrangentes, contando com a participação de representantes tanto patronais quanto dos trabalhadores, garantindo a pluralidade de visões.
Os defensores da alteração legislativa reforçaram, nesta quarta-feira, os benefícios diretos aos trabalhadores. Entre os pontos destacados, estão a melhoria da qualidade de vida, a possibilidade de maior tempo para descanso e o fortalecimento do convívio familiar.
Em contrapartida, os parlamentares que se opõem à medida alertaram para os potenciais riscos econômicos. Eles citaram o aumento nos custos de produção para as empresas e o consequente impacto nos preços ao consumidor final.
O líder do Novo, Gilson Marques (SC), expressou preocupação com os pequenos negócios, afirmando que a mudança poderia afetá-los severamente. Marques argumentou que a redução da jornada em nações desenvolvidas foi resultado do enriquecimento e do avanço da produtividade, e não o inverso.
Ele alertou que a proposta, se aprovada, poderia levar farmácias, padarias e supermercados a elevar seus preços ou, em cenários mais críticos, a encerrar suas atividades.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC 8/25, que propõe a jornada 4x3, criticou as tentativas dos opositores de barrar a votação na comissão especial. Ela apontou a disseminação de desinformação sobre os verdadeiros impactos econômicos das medidas.
Hilton manifestou confiança de que a sessão resultaria em uma “vitória da classe trabalhadora” e uma “derrota dos inimigos do povo”, em suas palavras, para aqueles que buscaram impedir o avanço dessas mudanças.
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