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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
Economia

Comércio varejista avança 0,5% em março e atinge novo recorde, impulsionado pela queda do dólar

O setor registra sua terceira alta consecutiva, consolidando um crescimento de 1,8% em 12 meses, segundo dados do IBGE.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Comércio varejista avança 0,5% em março e atinge novo recorde, impulsionado pela queda do dólar
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O comércio varejista brasileiro registrou um avanço de 0,5% em março, consolidando sua terceira alta consecutiva e alcançando um patamar recorde histórico. Este desempenho notável foi impulsionado pela queda do dólar, que tornou produtos importados mais acessíveis, contribuindo para o aquecimento das vendas no país, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo IBGE.

Comparado a março do ano anterior, o volume de vendas no comércio apresentou um crescimento de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão do setor atinge 1,8%.

Esses dados são extraídos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), um levantamento detalhado divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A seguir, o panorama das variações mensais no volume de vendas do comércio:

  • Outubro: 0,5%
  • Novembro: 1%
  • Dezembro: -0,3%
  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,7%
  • Março: 0,5%

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, destacou que o setor tem mostrado uma tendência de alta consistente desde outubro de 2025, um movimento que não foi revertido pelo recuo pontual observado em dezembro.

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Desempenho por atividades varejistas

Entre os oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, cinco registraram crescimento na comparação mensal:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 5,7%
  • Combustíveis e lubrificantes: 2,9%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 0% (estável)
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,9%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4%

O especialista do IBGE detalha que a expressiva alta de 5,7% no segmento de equipamentos para escritório, informática e comunicação está diretamente ligada à desvalorização do dólar frente ao real. Essa dinâmica cambial resultou em produtos importados mais acessíveis, estimulando as vendas.

Em março, a cotação média da moeda americana foi de R$ 5,23, significativamente menor que os R$ 5,75 registrados no mesmo período do ano anterior.

"As empresas capitalizam a redução do dólar para reabastecer seus estoques e, posteriormente, lançar promoções estratégicas. Março foi um mês crucial para essas ofertas, especialmente porque equipamentos de informática possuem uma forte correlação com a taxa de câmbio", explicou Cristiano Santos.

Santos também apontou que o setor de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9%, mesmo diante do aumento nos preços dos combustíveis, influenciado pelo conflito no Oriente Médio. "A demanda permaneceu resiliente", afirmou.

Consequentemente, o incremento nos preços resultou em um crescimento de 11,4% na receita total dessa atividade durante o mês.

Setor de hiper e supermercados em queda

O recuo de 1,4% na atividade de hiper e supermercados, que inclui produtos alimentícios, bebidas e fumo – um segmento que representa mais da metade do volume do comércio –, foi atribuído pelo analista à persistência da inflação, impactando o poder de compra dos consumidores.

Comércio varejista ampliado e o atacado

No cenário do comércio varejista ampliado, que engloba também atividades de atacado como veículos, motos, material de construção e produtos alimentícios, o indicador registrou uma alta de 0,3% entre fevereiro e março. No acumulado dos últimos 12 meses, este segmento apresenta uma expansão de 0,2%.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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