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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
Saúde

Aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave em bebês preocupa o Brasil

Vírus sincicial respiratório é o principal agente etiológico em crianças menores de dois anos, aponta Fiocruz

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave em bebês preocupa o Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O Brasil registra um preocupante aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês e crianças menores de dois anos, conforme o recente Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (14). A principal causa dessa elevação é a disseminação do vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por uma parcela significativa das infecções diagnosticadas nas últimas quatro semanas.

Dados recentes indicam que, nas últimas quatro semanas, o VSR foi o agente etiológico por trás de 41,5% dos diagnósticos de SRAG com confirmação viral. A Influenza A aparece em segundo lugar, com 27,2%, seguida de perto pelo rinovírus, que corresponde a 25,5% dos casos.

Essas informações foram compiladas e divulgadas no Boletim Infogripe, um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado na última quinta-feira (14).

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O Infogripe também acende um alerta para a contínua ascensão dos casos de Influenza A, especialmente nos três estados da Região Sul, além de Roraima e Tocantins, no Norte, e São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste. É importante ressaltar que a Influenza A foi associada a 51,7% dos óbitos por SRAG com resultado positivo para vírus nas últimas quatro semanas, afetando predominantemente a população idosa.

Diante desse panorama de elevação viral, todas as unidades federativas brasileiras estão em estado de alerta. Dez delas, no entanto, enfrentam uma situação de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

Adicionalmente, em 14 Unidades da Federação, a projeção indica uma tendência de crescimento no número de casos nas semanas vindouras. A lista inclui: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Corroborando esse cenário, a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) já havia emitido um alerta no final do mês passado sobre o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, enfatizando a relevância da Influenza A H3N2 e do VSR.

Prevenção e imunização

A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta a importância crucial da imunização como estratégia preventiva.

"A vacinação constitui a principal ferramenta para prevenir casos graves e óbitos decorrentes do VSR e da Influenza A", afirma Portella. "É fundamental que indivíduos com maior vulnerabilidade a esses vírus busquem a imunização."

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra a gripe, que oferece proteção contra o tipo A e está sendo administrada em todo o território nacional. A campanha prioriza grupos de maior risco, como idosos, gestantes, crianças menores de 6 anos, e indivíduos com comorbidades ou pertencentes a categorias vulneráveis, mais suscetíveis a desenvolver formas graves da doença.

Para o VSR, existe uma vacina específica para gestantes, aplicada a partir da 28ª semana de gravidez, visando conferir proteção aos bebês nos primeiros meses de vida após o parto.

Adicionalmente, o SUS oferece um anticorpo monoclonal direcionado ao VSR para bebês prematuros, grupo de alto risco para complicações severas. Diferentemente da vacina, que induz a produção de anticorpos pelo organismo, este medicamento fornece anticorpos prontos para combater o vírus.

Panorama dos casos de SRAG em 2026

No ano de 2026, o Brasil registrou a notificação de 57.585 casos de SRAG, dos quais 45,7% apresentaram resultado positivo para a presença de algum vírus respiratório.

O rinovírus se destacou como o agente mais prevalente ao longo daquele ano, sendo identificado em 36,1% das amostras positivas. Em seguida, surgiram a Influenza A, com 26,3%, o VSR, com 25,3%, e a COVID-19, com 7,4%.

Contudo, a distribuição percentual desses vírus diverge quando analisamos os óbitos. Das 2.660 mortes por SRAG registradas, 1.151 tiveram confirmação laboratorial para um vírus. As infecções por Influenza A foram responsáveis por 39,6% desses óbitos, seguidas pela COVID-19 (26%), rinovírus (21,3%) e VSR (6,4%).

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil

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