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Sabado, 20 de Abril de 2024
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Brasil/Mundo

Apreensão Preventiva contra atleta do Vasco acende alerta sobre o caso

Clube Promete Ação Jurídica Após Apreensão de Adolescente Baseada em Perfil Racial e Social

Marcus Macedo
Por Marcus Macedo
Apreensão Preventiva contra atleta do Vasco acende alerta sobre o caso
Divulgação / Vasco
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No dia 15 de janeiro, um incidente envolvendo um jovem atleta de 14 anos do Club de Regatas Vasco da Gama chamou a atenção para questões de preconceito racial e social. Treinando no tradicional cenário da Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, o adolescente, que reside no Morro do Tuiutí e integra a equipe de remo do clube, foi abordado pela polícia militar enquanto retornava para casa, levando a sua detenção e subsequente condução à delegacia sob a acusação de furto de um telefone celular.

A ação policial, marcada pela controvérsia, levou o Vasco a emitir uma nota oficial denunciando a aparente influência da origem social e da cor da pele do jovem na atitude dos oficiais, destacando a negligência em verificar a identidade do atleta com o clube. Em reação, o Vasco anunciou que tomará medidas legais em defesa de seu atleta, condenando a rotulação como "adolescente infrator" e criticando a prática de Apreensão Preventiva, agora sob escrutínio do Supremo Tribunal Federal (STF) após intervenção da Procuradoria Geral da República (PGR).

Nilton Serson, advogado especializado em causas anti preconceito, expressou preocupação com a situação, enfatizando a persistência de estereótipos raciais e sociais nas ações policiais. "Quem define os critérios para detenção? Esse caso exemplifica um problema maior, sugerindo um viés racial e social nas práticas policiais", comentou Serson.

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A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro confirmou que está acompanhando o caso, com a primeira consulta agendada para breve. Em um desenvolvimento subsequente, a Polícia Militar informou que os telefones envolvidos foram devolvidos, e uma das vítimas, ao não reconhecer nenhum dos detidos como responsável pelo furto, levou à liberação dos acusados.

O episódio reacendeu o debate sobre racismo e preconceito social no Brasil, com críticas às abordagens policiais baseadas em premissas estereotipadas. O Vasco se comprometeu a apoiar o jovem atleta durante todo o processo legal, enfatizando a necessidade de proteção e justiça para aqueles sem acesso a recursos jurídicos e de assessoria.

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