Nesta terça-feira (9) aconteceu na Câmara de Vereadores, a primeira reunião da Comissão Especial dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate a Endemias com seus representantes e vereadores. Estiveram presentes o presidente da comissão, Tiago Bonecão (CIDADANIA), e os membros Julinho Rossignoli (PATRIOTA) e João Wagner Antoniol (PSC).
Entre os assuntos abordados estava, a reivindicação do plano de carreira, a gratificação dos anos de 2018 e 2019 que não foram pagas, além da falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e uniformes.
O vereador Tiago Bonecão afirmou que será marcada uma reunião com a prefeita, Margarida Salomão, para abordar sobre as demandas solicitadas pelos agentes. “Vamos trabalhar nesta comissão de forma diferente, trabalhar mais próximo ao Executivo
e sanar as tantas reivindicações dos servidores que são merecidas”, explicou Tiago.
Além disso, os políticos Julinho Rossignoli e João Wagner acreditam que a conversa pode ser o início de uma construção para melhorar a situação dos servidores. Os vereadores ressaltaram ainda que, o papel dos agentes é fundamental, agindo como o elo entre a população e as unidades de saúde, por meio do contato permanente com as famílias das regiões que atendem.
A presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias da Zona da Mata Mineira (SINDACE), Rita das Dores Duque, está confiante no trabalho da comissão e acredita que a partir de agora a classe terá resultados positivos. “Queremos um estudo mais profundo sobre os nossos direitos, ao longo dos anos perdemos muitos benefícios que vêm do Ministério da Saúde; um exemplo é o programa de Acesso a Qualidade [PMAQ], que em 2018 e 2019 nós não recebemos; tem também o Previne Brasil, a parcela extra, que vem junto com a lei do piso salarial. Vamos trabalhar para conquistar os nossos direitos”, finalizou.
A agente de saúde Jussara Avelino, que está há mais de 20 anos na profissão, relatou que a criação da comissão é um avanço. “A Casa ter aberto a porta para discutir a situação dos agentes foi um grande ganho para a nossa classe, quando você luta sozinho é mais difícil, lutar acompanhado você ganha força. Estamos sobrecarregados, nossa carga horária não é fácil, trabalhamos diretamente no domicílio das pessoas, nos faltam material, valorização pessoal e ainda o plano de cargo e carreira, estamos confiantes”, comenta Jussara.