Mesmo após a Prefeitura de Juiz de Fora voltar atrás e descartar a regressão à onda vermelha, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/Zona da Mata) emitiu um comunicado nesta segunda-feira (7) no qual informa que “recebe com grande indignação as medidas impostas ao segmento de alimentação”. O posicionamento da entidade acontece após o Comitê de Prevenção e Enfreamento à Covid-19 ter definido novas restrições e proibições em relação ao funcionamento dos estabelecimentos comerciais.
Uma das novas regras – que entram em vigor por meio da publicação de um decreto nesta terça-feira (8), no Atos do Governo – estabelece que bebidas alcoólicas não poderão ser comercializadas em bares e restaurantes. No entendimento do Comitê, essa imposição visa impedir a aglomeração de pessoas nesses locais. Também está proibido o consumo em qualquer espaço público.
Contrapondo a visão do Comitê, a Abrasel considera que a medida vem acompanhada da “falta de isonomia e incoerência nas decisões das autoridades”.
“Os bares e restaurantes estarão funcionando com horários e dias restritos e com impedimento da venda de bebida alcoólica. Solicitamos então ao município que haja LEI SECA em toda a cidade, visto que se o impedimento visa não incitar aglomeração, os responsáveis sejam justos e adotem as mesmas medidas aos demais estabelecimentos que comercializam tais produtos” (SIC).
Em nota conjunta da Abrasel com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares (SHRBS-JF), a categoria afirma que os bares e restaurantes estão “cumprindo com rigor os protocolos estabelecidos para o setor”. “As entidades estão vigilantes quanto à defesa dos interesses do setor e buscam a equidade nas decisões do Poder Público que podem afetar trabalhadores e seus representados que passam por momento calamitoso em seus negócios. (...) Deixamos muito claro que o repique da pandemia se deu ao momento eleitoral e não podemos admitir que o setor pague essa conta”, destaca a nota. A categoria avalia ainda que “os bares e restaurantes de Juiz de Fora estão agonizando” e que “o segmento necessita dos seus rendimentos de dezembro para que consigam suportar a crise e sobreviver”.
