Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 21 de Maio 2026
Geral

Você foi escolhido?

Coluna por Mônica Reis

Mônica Reis
Por Mônica Reis
Você foi escolhido?
IBDEC
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Você era aquela pessoa que nunca era escolhido para entrar no time de futebol da sua rua ou em qualquer outro esporte? Aquela pessoa que não tinha grupo nos trabalhos acadêmicos porque ninguém escolhia você? Você já viveu isso outras vezes? Em outras áreas da sua vida? Já se perguntou por que isso incomoda tanto?

Não ser a primeira escolha algumas vezes desperta uma dor antiga que pode ter sido instalada ainda na infância. Algumas pessoas podem perceber como uma rejeição. Parece que não somos suficientemente bons para sermos aceitos e amados. Por isso, não ser a primeira escolha em alguma situação desperta uma dor antiga. No entanto, se pensarmos melhor na nossa vida no momento presente, provavelmente isso não despertará mais uma dor a ser combatida. Antes, esse tipo de situação pode nos despertar a autocompaixão e o crescimento.

Quando você vai à sorveteria e percebe que tem três tipos de sorvete: chocolate, baunilha e morango, qual você escolhe? O fato de você gostar mais de um sabor e não escolher os outros faz dos outros sabores sem valor? Ou ruins? Ou não amados por outras pessoas? Claro que não! Isso vale para a vida: a escolha do outro fala sobre ele, não sobre nós. Definitivamente, não é sobre nós.

Vamos observar isso sendo aplicado num contexto de trabalho. Imagine que você não foi o escolhido para uma vaga de emprego. Se como a maioria dos brasileiros, você precisa trabalhar para pagar os seus boletos, claro que vai ficar chateado. Afinal, você é alguém com responsabilidades a cumprir. Mas já parou para pensar como seria desgastante estar num ambiente de trabalho ruim? Fazendo algo que você nem gosta tanto assim? Só por causa do que vai receber no final do mês? Lembre-se: muitas vezes passamos mais tempo no trabalho que com a nossa família ou fazendo aquilo que mais gostamos. Agora imagine a agonia de gastar tanto tempo de vida fazendo algo que você não gosta. Além disso, é bem provável que você tenha outras oportunidades, e se elas não chegarem, você pode criar espaços produtivos que façam sentido para você. 

Enfim, a vida é curta demais para nos perdermos no outro. Por isso, aprender a separar o que é do outro e o que é nosso é importante. Ficamos tão presos a ideia de sermos amados, escolhidos, aprovados e aceitos que acabamos aceitando qualquer tipo de situação por causa disso. Se continuamos nesse caminho, fatalmente acabaremos percebendo que sempre existirão situações em que os nossos limites serão testados. Pertencer a si mesmo vai exigir posicionamento. Se posicionar em favor de si mesmo e dos seus valores não vai agradar a todos e tudo bem. O que importa é que faça sentido para você. 

Comentários:
Mônica Reis

Publicado por:

Mônica Reis

Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web, com foco na produção de conteúdo acessível, imparcial e de interesse público. Atua com responsabilidade e linguagem clara, aproximando a informação do leitor. Mônica Reis é mãe de três garotos lindos de viver....

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp RCWTV
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR