Com a popularização do uso de canetas emagrecedoras, a flacidez se tornou uma queixa recorrente entre pessoas que perderam peso de forma rápida. Ao contrário do que muitos imaginam, não se trata de um efeito colateral do medicamento, mas de uma consequência da perda de massa muscular, como explicam profissionais e institutos de saúde.
Segundo o Conselho Federal de Farmácia, em 2025, o uso de produtos como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro cresceu 88% em relação ao ano de 2024. No ano passado, a compra das canetas emagrecedoras somou cerca de R$ 9 bilhões em importações.
Paralelamente, também foi observada a busca por protocolos de medicina regenerativa para o tratamento da flacidez, que acontece quando a perda de gordura ocorre de forma acelerada. Assim, há redução de volume, mas a pele nem sempre consegue se retrair..
“Hoje, a principal queixa não é mais gordura, é a flacidez. As pessoas estão mais magras, perdendo sustentação no rosto e no corpo, e isso exige protocolos regenerativos que estimulem colágeno e devolvam firmeza. Por isso, o tratamento precisa ser preventivo e bem planejado”, destaca a CEO e fundadora do Grupo Paula Chicralla, médica dermatologista, Paula Chicralla.
Entender o que é mito ou verdade quando o assunto é flacidez é o primeiro passo para reconhecer as respostas do próprio organismo e buscar as alternativas para tratar a queixa com segurança.
Colágeno e elastina asseguram a firmeza da pele
Verdade. De acordo com a dermatologista Paula Chicralla, com o emagrecimento rápido, as fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza, sustentação e elasticidade da pele, se distendem e não conseguem acompanhar a nova estrutura corporal. A flacidez também está relacionada a fatores como idade, qualidade da pele e genética.
Quanto mais tempo com sobrepeso, mais flacidez
Verdade. Quando se fala em emagrecimento, o tempo em que a pessoa permaneceu com sobrepeso também influencia no grau de flacidez. Outra constatação é que em pacientes que usam caneta emagrecedora, a redução do volume corporal pode ser significativa em pouco tempo.
Incentivar a produção de colágeno devolve tonicidade à pele
Verdade. Outro ponto relacionado à flacidez diz respeito à necessidade de reestruturação de colágeno, responsável por manter a firmeza e a estrutura da pele. A perda de peso pode fazer com que a quantidade natural de colágeno seja insuficiente para readaptar a pele ao corpo mais magro. Com isso, é importante incentivar a produção desse componente, para devolver à pele sua tonicidade.
“Protocolos personalizados, abordagem integrada entre tecnologias avançadas e bioestimuladores, com foco na regeneração celular, estímulo de colágeno e recuperação da qualidade estrutural da pele, trazem bons resultados”, explica a dermatologista.
Procedimentos regenerativos ajudam no tratamento da flacidez
Verdade. Há procedimentos regenerativos que harmonizam e valorizam a naturalidade, dialogando com o conceito de quiet beauty, usados no tratamento contra a flacidez. Entre as alternativas estão o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e os Exossomos autólogos que utilizam o próprio sangue do paciente para estimular a produção de colágeno, promovendo a regeneração da pele; a nova geração de ultrassom microfocado, os laseres e a radiofrequência mono e bipolar, que utilizam energia térmica para estimular a produção de colágeno nas camadas mais profundas da pele.
Também há o microneedling, que utiliza pequenas agulhas para criar microlesões na pele, estimulando a produção de colágeno e elastina; os peelings químicos, que removem as camadas superficiais da pele, promovendo a renovação celular; os peptídeos, os exossomos e o PDRN (Polidesoxirribonucleotídeo) , que aceleram a regeneração e a recuperação dos tecidos, melhorando a elasticidade e aparência da pele.
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