Com o tempo você vai entendendo que ser você mesmo requer uma dose grande de
coragem. No entanto, ao ingerir essa dose, ela fermenta dentro de você. Com isso, você
cresce um pouco mais.
E nesse processo, você vai abandonando coisas que já não fazem mais sentido: a
comparação, a provocação na expectativa de extrair o pior do outro, o hábito de falar mal das
pessoas, a mania de ressaltar aquilo que você julga como ‘defeito’ no outro, nos lugares, nas
situações e principalmente: a necessidade de estar sempre e a qualquer custo com a razão.
A coragem da autenticidade lhe devolve o respeito por si mesmo e com isso, o
respeito pelos outros. Ser você mesmo, lhe trará a liberdade de não precisar viver o tempo
inteiro querendo agradar os outros ou atendendo as expectativas alheias. Você finalmente se
enxergará fazendo escolhas que fazem sentido para você, o que lhe dará satisfação. E com
isso, você também aprende a respeitar as escolhas do outros, inclusive os pontos de melhoria.
Mas para isso, é preciso estar muito confortável com quem você é, principalmente,
com quem você tem se tornado. Você gosta de quem você é? Você se aproximaria de você
mesmo? Seria um amigo ou desenvolveria outro tipo de relação com você? O que você mais
admira em si mesmo? O que você percebe que precisa ser melhorado? Você tem coragem de
assumir, inclusive, as suas imperfeições? Quão confortável você está dentro de si mesmo?
Para qual direção você está seguindo?
É muito mais fácil viver um personagem para evitar conflitos, ganhar a admiração dos
outros ou simplesmente ser aceito. Ao contrário disso, o lado desafiador de assumir a sua
identidade é estar inevitavelmente vulnerável. Só que ficar preso a um personagem pode ser
muito desgastante. Quanto mais confortável consigo mesmo, mais leve é simplesmente se
permitir ser. Se diz, que conhecemos as árvores pelos frutos, pois bem, essa é a boniteza de
simplesmente existir, se permitir desabrochar, e ser você mesmo.
Quem consegue ser, aproveita melhor a vida. Pois já percebeu que enquanto estamos
vivendo, não temos espaço nem tempo para rascunhos ou ensaios. Só vamos nos permitir
estar onde cabemos. Só se vive definitivamente, a chance é única.
FONTE/CRÉDITOS: Autora: Mônica Reis é mãe de três garotos lindos de viver. Uma pessoa curiosa que gosta de conhecer novos lugares e de ler que é outra forma de viajar. É formada em psicologia e atua no âmbito clínico atendendo jovens e adultos. Localização: Barra do
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