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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Como usar a IA no aprendizado de línguas estrangeiras?

Inglês ainda é barreira no Brasil e limita acesso a oportunidades no mercado global

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Como usar a IA no aprendizado de línguas estrangeiras?
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Com baixa proficiência no país, especialistas destacam a importância de aulas de inglês online e maior acesso ao idioma para reduzir desigualdades e ampliar conexões internacionais

Apesar de ser a principal língua da comunicação global, o inglês ainda está distante da realidade da maioria dos brasileiros. Levantamentos de instituições como o British Council indicam que apenas cerca de 1% da população é fluente no idioma, enquanto aproximadamente 5% possuem algum nível de conhecimento.

Esse cenário também se reflete no EF English Proficiency Index 2025, produzido pela EF Education First, que posicionou o Brasil na 75ª colocação mundial, com 482 pontos — dentro da faixa de baixa proficiência, mesmo após uma leve evolução nos últimos anos.

Inglês se tornou requisito para o mercado global

Cerca de 1,5 bilhão de pessoas utilizam o inglês ao redor do mundo, sendo a maioria como segunda língua. Embora aproximadamente 380 milhões sejam falantes nativos, o idioma se consolidou como o principal canal de comunicação global, presente nos negócios, na ciência, na tecnologia, no turismo e em grande parte do conteúdo disponível na internet.

Para Robson Amorim, CEO da BeConfident, o impacto do inglês vai muito além do mercado de trabalho. “Quando pensamos em desenvolver o idioma, muitas vezes o foco fica restrito à carreira. No entanto, dominar uma das principais línguas do mundo amplia os horizontes e oportunidades. Aprender um novo idioma é, também, uma maneira de compreender outras culturas, um exercício genuíno de empatia”, afirma o executivo.

Nesse contexto, o domínio do idioma por meio de aulas de inglês online, estudos com apoio de inteligência artificial, escolas ou cursos especializados deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência em diversas áreas profissionais. No Brasil, a dificuldade com o idioma ainda representa uma barreira significativa, limitando o acesso a oportunidades, o avanço na carreira e a inserção em mercados globais.

Brasil ainda fica atrás de outros países

O ranking global de proficiência revela um padrão claro: os países que lideram a lista costumam ter contato frequente com o idioma desde cedo, além de políticas educacionais estruturadas para o ensino de línguas. Entre os primeiros colocados estão Holanda, Noruega, Singapura, Suécia e Croácia.

Na Europa, por exemplo, filmes e séries raramente são dublados, e o inglês está presente de forma recorrente no ambiente acadêmico, profissional e cultural.

Na América Latina, o Brasil também fica atrás de alguns vizinhos. Chile, Uruguai e Peru apresentam níveis classificados como moderados, enquanto o país segue na faixa de baixa proficiência, ao lado de nações como México e Colômbia.

Desempenho maior em leitura, mas dificuldade em comunicação

A análise do relatório indica que os brasileiros tendem a apresentar melhor desempenho em leitura, considerada uma habilidade receptiva.

Por outro lado, fala e escrita ainda são os principais desafios — justamente as competências mais exigidas em ambientes profissionais, como reuniões internacionais, negociações e liderança de equipes globais.

Essa lacuna limita a participação de profissionais brasileiros em oportunidades no exterior e pode impactar a competitividade do país em setores estratégicos.

Desigualdade educacional influencia aprendizado

Especialistas apontam que o baixo domínio do inglês no Brasil está diretamente relacionado às desigualdades estruturais do sistema educacional. A maior parte dos estudantes brasileiros, cerca de 80%, está na rede pública, onde o ensino do idioma enfrenta obstáculos como carga horária reduzida, foco excessivo em gramática, pouca prática de conversação, falta de professores fluentemente capacitados e turmas numerosas, que dificultam atividades mais dinâmicas.

Já na rede privada, especialmente em escolas bilíngues ou com maior investimento pedagógico, o contato com o inglês costuma começar mais cedo e com metodologias mais voltadas à comunicação.

Esse contraste faz com que o domínio do idioma se concentre, em grande parte, entre pessoas de maior renda e escolaridade, reforçando desigualdades sociais e profissionais.

Mercado de cursos cresce para suprir lacuna

A dificuldade do ensino formal em oferecer uma formação sólida em inglês também impulsionou o crescimento do mercado de cursos de idiomas no país.

Segundo a Associação Brasileira de Franchising, o setor de educação — que inclui escolas de idiomas — movimenta bilhões de reais por ano e está entre os mais resilientes da economia. Nos últimos anos, novas alternativas ampliaram as possibilidades de aprendizado, como aplicativos, plataformas com professores estrangeiros e cursos online com metodologias mais flexíveis.

Ainda assim, muitas dessas opções permanecem fora do alcance de uma parcela significativa da população, o que mantém o inglês como um recurso educacional e profissional desigual.

Diferenças regionais ampliam o problema

Outro ponto destacado no relatório é a desigualdade na distribuição da proficiência dentro do próprio Brasil. Estados das regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste apresentam os melhores desempenhos.

O Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por exemplo, aparecem com níveis de proficiência moderada, enquanto estados da região Norte registram índices mais baixos, como Tocantins e Rondônia.

A análise por capitais evidencia ainda mais esse contraste: a diferença entre cidades pode chegar a 169 pontos no ranking, revelando um verdadeiro “mapa do inglês” no país.

Caminhos para melhorar o domínio do idioma

Especialistas defendem que a evolução do nível de inglês no Brasil depende de uma combinação de políticas públicas, investimento em educação e maior exposição ao idioma no dia a dia.

Entre as estratégias apontadas estão a ampliação do ensino desde os primeiros anos escolares, a valorização e capacitação de professores, o incentivo a programas bilíngues e intercâmbios, além do aumento do acesso a recursos digitais e plataformas de aprendizado.

Apesar dos desafios, o interesse pelo idioma segue em crescimento. Para muitos brasileiros, aprender inglês representa não apenas uma vantagem profissional, mas uma porta de entrada para novas oportunidades, acesso ao conhecimento e conexão com o mundo.

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