Quantos dos seus sonhos estão engavetados?
Espere um pouco. Não, esse não é um texto sobre o poder do pensamento positivo. Também não tem uma fórmula mágica de sucesso. Mas definitivamente, em alguns momentos precisamos racionalizar sobre o nosso potencial e os nossos objetivos. Você já reparou que frequentemente estamos nos subestimando ou nos superestimando?
É raro perceber que alguém conseguiu desenvolver uma visão realista de si mesmo. Caso você tenha o hábito de se subestimar, eu tenho uma boa notícia para você. Muito provavelmente, você irá bem mais longe do que pensa.
Existem oportunidades únicas que precisam ser aproveitadas? Claro que sim! Mas também existem portas que somente a disciplina consegue abrir. A pergunta aqui é: quanto da sua procrastinação tem roubado a realidade que você deseja viver? Procrastinar é comum, a maioria das pessoas fazem isso. Não significa que você sofre com algum transtorno mental, contudo, se isso é algo que prejudica muito a sua vida, merece ser observado e avaliado com mais cautela.
Nós dizemos que a procrastinação é transdiagnóstica, no sentido em que, embora não seja necessariamente um critério diagnóstico determinante de um transtorno mental, pode estar presente em vários transtornos, por exemplo: depressão, TDAH, transtornos de ansiedade, dentre outros. Porém, mais importante, para além de identificar a procrastinação e compreender o motivo dela acontecer, ou melhor, a função que ela cumpre na nossa vida, é parar de procrastinar.
Não existe uma receita mágica. Muitas vezes, você não vai acordar se sentindo superativo e disposto para fazer o que precisa ser feito. Nessa hora, será necessário apenas fazer o que precisa. Nem sempre você se sentirá completamente pronto para dar continuidade e concluir aquele projeto, mas você precisará trabalhar nele e concluir assim mesmo. Evitar se envolver nele, não fará você se sentir mais competente. É justamente o contrário disso.
Quanto mais você evita, mais fortalece em você a crença de ‘não ser capaz’ ou de ‘não ser bom o bastante para’. E quanto mais essa crença é fortalecida mais você evita se envolver em situações que desafiem você. Observou que é como se você entrasse num ciclo onde uma coisa alimenta a outra e é difícil sair disso?
Então encontre o seu motivo para a ação e faça acontecer. Tem coisas que vão depender mais de você do que de outras pessoas ou das circunstâncias. Agora, vamos examinar a sua história. Se você costuma se subestimar, provavelmente vai lembrar de uma ou de muitas situações em que achou que não iria conseguir e conseguiu. Pensou que não dava conta e fez bonito. E ainda assim talvez você não tenha se gratificado por isso, ou acredite que tudo o que você fez foi obra do acaso ou encontre uma série de justificativas que no final desembocam em: você não é tão assim ou nem mesmo merecia ter chegado nos lugares que chegou.
Na próxima semana vamos continuar conversando sobre as nossas crenças relacionadas a “não ser merecedor" e o quanto elas impactam para atingir os nossos objetivos e realizar os nossos sonhos.