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Sabado, 18 de Maio de 2024
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Parabéns Juiz de Fora 173 anos

Impressões, expressões e pensamentos

Alexandre Müller Hill Maestrini
Por Alexandre Müller Hill...
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Parabéns Juiz de Fora 173 anos
Aelson Amaral
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O município é escravocrata em suas origens, mestiço em seus meandros e branco em seu cartão postal.

A melhor forma que encontrei de comemorarmos os 173 anos do Município de Juiz de Fora foi recolher frases, impressões de moradores do atual município. Lembrando que o aniversário é do Município, o qual inclui a área rural e a área urbana, mais conhecida como "cidade". Eu pessoalmente desejo mais equidade, transparência e planejamento de longo prazo para vencermos o desafio que o futuro já nos apresenta. Não só de elogios, mas de críticas construtivas é que faremos o nosso desenvolvimento. Marisa Timponi lembrou de Murilo Mendes e citou-o: "Juiz de Fora, naquele tempo, era um pedaço de terra cercada de pianos por todos os lados”, mas a pesquisadora da História Literária de Juiz de Fora completou o grande poeta com a frase: "Juiz de Fora hoje é a metrópole da cultura nas Gerais". O historiador Antônio Henrique Duarte de Lacerda mandou seu recado: "Parabéns ao Município de Juiz de Fora, com sua cidade, vilas, vilarejos, arraiais e grande território rural". O secretário de direitos humanos Biel Rocha relembrou que: "Juiz de Fora, que teve negros e negras escravizadas como os principais agentes da construção da cidade como obras de saneamento, abertura de ruas, estradas no séc. XIX. Em 2023 a maior obra viária da cidade, o Viaduto da Benjamin Constant, será batizado como Viaduto Rosa Cabinda, negra escravizada que comprou sua própria liberdade". Rita Félix não negou as raízes: "Juiz de Fora: ,mais uma cidade preta no país preto". O poeta e professor Antonio Carlos Lemos Ferreira preferiu a poesia de Manoel Bandeira sobre suas impressões da área urbana (vídeo abaixo), mas ele próprio resumiu o município do Para-y-buna como: "Juiz de Fora: amarga, doçura". 

Elione Guimarães preferiu o formato de uma declaração de amor: "Juiz de Fora, eu te amo. Amo esta cidade que surgiu dos brejos, entre montes tão lindos e floresta densa; que eu conheci adolescente, eu cheia de sonhos e ela, então, um campo de obras. Aprendi a amar Juiz de Fora, que me recebeu e me acolheu, cuja História eu teimo em conhecer sem me cansar, vasculhando arquivos e fatos pretéritos; disputando com traças, lambedores e roedores cada reminiscência possível de resgatar.  Em Juiz de Fora vivi o melhor da vida, fiz amigos, construí amores." Já o fotógrafo Paulo Bittar de Oliveira aceitou o convite para escrever como uma tremenda provocação e questionou em forma de mineiridade: "Juiz de Fora, como no Brasil, a cidade das boas promessas, até quando!?". Jucélio Maria reverenciou a diversidade do município: "Juiz de Fora é feita de muitas cores, cheiros e saberes...". Geraldeli Rofino parabenizou com um pedido de mais inclusão: "Juiz de Fora, parabéns, a quero mais inclusiva, diversa, justa e fraterna." Para José Laércio Manoel declamou satisfeito: "Juiz de Fora cidade que acolhe, celebra, transforma e segue sendo o lugar de amores e afetos. Feliz por ser parte dessa terra tão generosa." Para Rufino Souza: "Juiz de Fora, Manchester Mineira, a princesinha de Minas foi a cidade pioneira na vanguarda do desenvolvimento econômico no segmento da indústria têxtil do país". O jornalista e escritor Matheus Brum resumiu: "Juiz de Fora, a cidade que abraça e nos envolve diariamente através da arte, da cultura, da boêmia e do provincianismo típico das Minas Gerais". O professor e poeta Marco Fietto relembrou a história: "Juiz de Fora, cidade construída por escravos e posteriormente por operários, deve sua existência ao povo pobre e oprimido".

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Preocupações com o futuro demonstrou a professora Helena da Motta Salles, que presidiu a Comissão Municipal da Verdade: "Juiz de Fora, nossa  Manchester Mineira diante do desafio de se transformar numa economia digital". No mesmo sentido questionador Luiz Carlos Torres do PCB JF escreveu: "Esta data também nos traz à memória a luta da classe operária para conquistar direitos fundamentais, o que contribuiu para o crescimento da cidade. É uma oportunidade para reconhecermos as grandes conquistas dos nossos antepassados e seguirmos adiante com o mesmo espírito de justiça e igualdade. Portanto, hoje é um dia de celebração e reflexão ao mesmo tempo, a fim de refletir sobre as conquistas obtidas e os desafios ainda por vencer." Lygia Toledo: "Cumprimento e comemoro o aniversário da nossa Juiz de Fora, aguardando ansiosamente a devida atenção pela importante Biblioteca Municipal Murilo Mendes , que em dezembro 2023 completará 126 anos". Nesse sentido questionador o professor Daniel Pimenta  constatando a falta de rumo e autoestima dos cariocas do brejo, cidadãos que valorizam o que vem de fora escreveu: "Juiz de Fora, tanto referencial de fora, afinal o que temos de identitário?". Outro questionador e inquieto Gueminho Tristão Bernardes devolveu a provocação que eu lhe fiz: "Juiz de Fora, cidade predestinada". Deixou como bom provocador a frase para interpretação artística como interpretar a foto da histórica fazenda do Juiz de Fora exposta no Museu Mariano Procópio, bem como sua fachada principal no foto de capa deste texto. 

Quem veio de fora agradece como Mayra Barbosa Guedes: "Querida cidade, quando aqui cheguei, você me acolheu formando -me e permitindo que me tornasse  servidora publica e professora para servir a sociedade. Desejo que seus braços se abram a muito mais pessoas, atraídas pela sua qualidade de vida. Se depender do poder público isso acontecerá!". Fernando Eliotério, ex-candidato a prefeito pelo PCdoB, só agradece: "Juiz de Fora me acolheu por isso sou grato a essa cidade maravilhosa". Já o autor e jornalista Anibal Pinto usou palavras com muitos sentimentos par o local onde escolhe morar: "Juiz de Fora, de todas as formas, cores, cheiros e falares". Juiz de Fora tem os otimistas, o corretor de imóveis Murilo Hill enxerga: "Juiz de Fora é a princesa de Minas, rica em sua história." O ex-deputado Federal José Luiz Moreira Guedes se emocionou e defendeu que: "É minha cidade e sempre a honrarei". Já para o cervejeiro e empresário Hugo, mais conhecido como Mr Tugas: "Juiz de fora, minha princesinha de minas! Orgulho de ter nascido e criado nesse lugar maravilhoso". Para o empreendedor Hosseyn Shayani: "Juiz de Fora é a porta de entrada e de realização de nossos sonhos". O empreendedor Eduardo Lucas confabulou com suas esperanças e visões: "Juiz de Fora porta de entrada e saída  pelo Caminho Novo, Estrada Real, União Indústria, Central do Brasil à Minas Gerais.  Passado glorioso de empreendedores e trabalhadores. No presente em busca de se reinventar, reencontrar  a identidade perdida, afim de alcançar o bom destino que merece!". 

O município conta com os sonhadores como Waltinho Pecci Maddalena, livreiro por vocação e apaixonado pela cidade gosta de envolver a cultura de um modo geral: "Juiz de Fora, o primeiro sorriso de minas, sempre na vanguarda na Arte, na Música e nas Letras...". Já o ex-vereador e escritor Vanderlei Dornelas Tomaz se mistura com o próprio município: "Juiz de Fora sempre há de ser a morada dos meus desejos e sonhos!". O ex- Deputado Federal Marcos Pestana atualmente radicado em Brasília exalta a saudade: "Juiz de Fora raiz que alimenta, destino incontornável, eterna ida e vinda para reencontrar minha identidade e minha história". O ex-vereador e já quase poeta Wandersom Castelar flertando com trocadilhos com o nome e os sentimentos declarou parodiando um dos versos do poema "A palavra Minas" de Carlos Drumond  de Andrade: "Juiz de Fora, mas dentro do coração! Juiz de Fora é dentro e fundo!". Meu amigo médico Rufino Fernandes depois de muitos anos fora e a pouco de volta ao ninho declarou-se: "Juiz de Fora, cidade só saudade! Saudade sua cidade!!! Estando fora só saudade e já de volta a saudade não passa! Saudade do tempo que perdi! Saudade do tempo que vem! Juiz de Fora, só saudade!!!". O engenheiro e empreendedor Ricardo Guerreiro lembrou das vantagens: "Juiz de Fora tem porte de cidade grande, com seus problemas e ambições, mas mantém os aspectos positivos de uma cidade pequena, tornando-a um bom lugar para se viver".

Para a professora Claudia Toledo o que mais se destaca em JF talvez seja o fato de encontrarmos aqui algumas características típicas de grandes cidades/capitais e outras típicas de pequenas cidades/interior: "Juiz de Fora, uma cidade singular: traços de metrópole unidos a características de cidade do interior". A servidora da CMJF Nilma Ferreira de Sá e Lima: "Não me imagino vivendo em outra cidade. Aqui construo as minhas memórias para que no futuro as boas lembranças não me faltem". O fotógrafo Aelson Amaral (autor da foto acima) simplificou seu amor pelo município onde nasceu: "Sou juizforano; Inspiração, cultura , negócios e vivências!" A advogada Dra. Carina Dantas me escreveu: "Juiz de Fora, que alegria parabenizar a princesa de Minas, pelos seus 173 anos de história e conquistas! Que essa data especial seja celebrada com entusiasmo e que os próximos anos sejam repletos de prosperidade e bem- estar social para todos Juizforanos". Roberto Dilly encerrou louvando: "Juiz de Fora, meu encantado torrão, berço de valorosos homens e inusitadas mulheres. Terra de tantas histórias, várias etnias e múltiplos pioneirismos". Feliz aniversário Juiz de Fora!

 

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Alexandre Müller Hill Maestrini

Publicado por:

Alexandre Müller Hill Maestrini

Alexandre Müller Hill Maestrini é professor de alemão no Instituto Autobahn e autor de quatro livros: Cerveja, Alemães e Juiz de Fora, Franz Hill – Diário de um Imigrante Alemão, Lindolfo Hill – Um outro olhar para a esquerda e Arte Sutil.

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