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Terça-feira, 21 de Maio de 2024
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Movimento Negro Unificado JF

Pioneiro na luta do Povo Negro no Brasil

Alexandre Müller Hill Maestrini
Por Alexandre Müller Hill...
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Movimento Negro Unificado JF
MNU
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Semana passada conheci o Movimento Negro Unificado (MNU), uma organização pioneira na luta do Povo Negro no Brasil. Fundada (em plena ditadura militar) no dia 18 de junho de 1978, e lançada publicamente no dia 7 de julho de 1978 em evento nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, um marco referencial histórico na luta contra a discriminação racial no país. (MNU)


Em Juiz de Fora, Paulo Azarias, hoje coordenador regional, era ligado à CUT participou em 1986 de um encontro em Belo Horizonte, onde conheceu alguns integrantes do MNU e se filiou, trazendo para Juiz de Fora as ideias do movimento, constituindo a comissão antirracista da CUT. Na época, através do Unibairros (uma associação com o objetivo de trabalhar a conscientização da população dos bairros da cidade, visando sua organização na luta por melhores condições de vida e trabalho), organizam matérias de jornais e rodas de conversa, fortalecendo o debate racial.

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MNU Juiz de Fora. Em 2003, tem início em Juiz de Fora do Feijão de Ogun, como um agradecimento ao orixá pelos caminhos abertos, chegando em 2023, na sua 20a edição, como um dos eventos mais importantes da cidade, principalmente, para o povo de terreiro. Nesse  dia 16/05/23 é o lançamento da dição 2023 onde se debaterá a importância da aprovação do Estatuto Municipal da Igualdade Étnico-Racial. A plenária vai contar com a presença de @Laiz Perrut, vereadora proponente do Projeto de Lei, Wellington Alves, da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), @Martvs das Chagas, Secretário de Planejamento do Território e Participação Popular (SEPPOP) e representante do Fórum Roza Cabinda da PJF, @Adenilde Petrina, historiadora, e @Leidiane Salvador, da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB (Seção JF).  @Marcony Coutinho será o Mestre de Cerimônia no Armazém do Campo, Av Francisco Bernardino, n° 30 em Juiz de Fora.

O MNU é um dos movimentos mais fortes de Juiz de Fora, que mostra suas raízes e a luta pelo espaço dos negros na sociedade e em busca de garantir a diversidade. Juiz de Fora tem somente um patrimônio negro reconhecido, o Batuque Nelson Silva, entre mais de 200 patrimônios locais, são discussões importantíssimas que deveriam tratar temas transversais que influenciam o dia a dia de todos moradores de Juiz de Fora. Segundo Camilo Azarias, do MNU JF, o objetivo não é a igualdade, mas sim a equidade pois as condições de nascer, viver e morrer não são iguais de negros e brancos. Para ele o importante é unir tantos negros como brancos para buscar a convivência amiga respeitando raça e território.

Mas Juiz de Fora já tem muita história de luta e vitória. Roza Cabinda, mulher negra escravizada que lutou e ganhou na justiça sua alforria contra o escravizador Henrique Halfeld. Assim como Negro Theóphilo, que lutou até ser morto. Escravizado ele conseguiu fugir dos seu algozes e viver em liberdade por dois anos até ser capturado. Nosso grande griot, irmão, camarada, o Matuté de Xangô, o Zé Carlos, Caxambú, que deixou um legado incrível de luta pela igualdade racial. Foi um grande militante do MNU desde quando este se instalou em Juiz de Fora. Em 1995, foi um gigante na construção da Marcha do Tricentenário de Zumbi dos Palmares, que reuniu em Brasília 50 mil pessoas de todo o país. Incansável da defesa do povo de terreiro, Matuté de Xangô foi o primeiro coordenador de religiões de matriz africana dentro do MNU e deu uma importante contribuição para a organização nacional da luta contra o racismo religioso, participando ativamente das ações pela liberdade religiosa.

Que nossa história permaneça viva e o nosso povo seja definitivamente livre! #feijaodeogun #mnujf #estatutoigualdaderacial #movimentonegrounificado #mnujuizdefora

 

FONTE/CRÉDITOS: MNU
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Alexandre Müller Hill Maestrini

Publicado por:

Alexandre Müller Hill Maestrini

Alexandre Müller Hill Maestrini é professor de alemão no Instituto Autobahn e autor de quatro livros: Cerveja, Alemães e Juiz de Fora, Franz Hill – Diário de um Imigrante Alemão, Lindolfo Hill – Um outro olhar para a esquerda e Arte Sutil.

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