Juiz de Fora se prepara para viver a quarta edição do FESTICIDI – Festival Internacional de Cinema e Cultura da Diversidade, um dos maiores encontros culturais da cidade e já parte oficial de seu calendário. Realizado anualmente pela Associação Cultural CineFanon, o evento celebra a diversidade em todas as suas formas, promovendo arte, inclusão e cidadania em uma programação 100% gratuita.
Apresentado em quatro dias, o FESTICIDI tem como eixos curatoriais Cinema-Educação, Arte LGBTQIA+, AfroLatina-Caribenha e Povos Originários. Todos os anos, um estado brasileiro é escolhido por voto popular para ser homenageado. Em 2025, o destaque será o Amazonas, trazendo para Juiz de Fora sua pluralidade cultural, suas tradições e os saberes ancestrais dos povos da floresta.
O FESTICIDI reforça assim sua preocupação ambiental, tanto na escolha de temáticas relacionadas à preservação da natureza quanto na adoção de práticas sustentáveis em sua produção, buscando reduzir impactos e ampliar a conscientização do público.
Abertura no Cine-Theatro Central
A cerimônia de abertura, no dia 18 de setembro, acontece no Cine-Theatro Central e será marcada por um espetáculo de música clássica envolvendo vários artistas, solistas e grupos, como duos e trios, culminando na apresentação de uma orquestra; que executará um repertório de temas ligados à floresta amazônica compostas por Edmundo Villani-Côrtes.
O evento emblematicamente irá homenagear o maestro e compositor juiz-forano Edmundo Villani-Côrtes, um dos nomes mais respeitados e premiados artista da música erudita brasileira na atualidade. Villani se autodenomina o “compositor dos Pury”, uma alusão à sua descendência paterna da Zona da Mata mineira, região habitada por esta etnia, a séculos passados. Villani, que há décadas vive em São Paulo, virá a Juiz de Fora exclusivamente para homenagear e ser homenageado. Na mesma noite em que ele cede seu talento musical e artístico para homenagear a floresta, ele receberá o título de Cidadão Honorário, honraria concedida pela Câmera Municipal de Juiz de Fora e que será entregue ao artista durante a concerto-cerimônia de abertura do Festival.
A dimensão educativa do festival ganha ainda mais força este ano. Além das oficinas de cinema e audiovisual realizadas com alunos da rede pública — que abordarão temas como preservação ambiental e os elementos da natureza e resultarão em uma mostra educativa com os filmes produzidos pelas crianças — o FESTICIDI traz uma novidade em 2025: a realização de uma oficina de cinema com os jovens do Centro Socioeducativo de Juiz de Fora, ampliando o alcance e o impacto social do projeto.
Mostras de cinema e exibições ao ar livre
A programação cinematográfica inclui mostras indoor, exibições no espaço do ICE do Mercado Municipal e sessões gratuitas ao ar livre na Praça Antônio Carlos, que contará com telão, shows e performances, reunindo atrações nacionais e internacionais. A cada noite, o espaço público será ocupado por atividades culturais que conectam cinema, música e dança, reafirmando a proposta do festival de democratizar o acesso à arte.
Na sexta-feira, o destaque será a abertura da exposição “Origens”, de Manu Bivatti, voltada às tradições dos povos originários e sua conexão com a natureza. O dia também contará com a oficina “Pesquisa em História para Documentário”, ministrada por Alessandra Chelést e Jussaramar Silva, além da palestra “Diálogos em cultura, narrativas e resistência LGBTQIAPN+”, com artistas e lideranças do movimento queer. À noite, a Praça Antônio Carlos recebe a Mostra LGBTQIAPN+, seguida de show, performance Ballroom e festa especial no Clube Contra, espaço icônico da cultura queer noturna juiz-forana.
O sábado será dedicado ao protagonismo do feminismo negro no cinema, com o seminário “Caminhos da resistência através do Cinema Negro”, que trará uma mesa compostas por produtoras, artistas e cineastas locais e nacionais para conversar com o público sobre a temática. No mesmo dia também teremos um workshop ministrado por Joel Pizzini, a Mostra Afro-Latina-Caribenha e a Premiere Afro-Latina-Caribenha. A Praça Antônio Carlos terá ainda duas horas de discotecagem gratuita e uma roda de samba para encerrar a noite.
No domingo, último dia do festival, a programação traz um seminário sobre cinema de Povos Originários, além de uma mostra e uma premiere temáticas, todas gratuitas. O encerramento será novamente na Praça Antônio Carlos, com discotecagem ao anoitecer e uma apresentação musical com a banda local “Algarabya”, apresentando um set de músicas inspiradas na musicalidade nortista com muito carimbó, calypso, tecnobrega, beiradão e outros ritmos quentes que prometem não deixar ninguém parado, celebrando a potência da diversidade.
A programação completa do festival e todas as novidades podem ser conferidas na página oficial do evento https://www.instagram.com/festicidi.jf/
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