Na reunião de segunda-feira, 11, os vereadores discutiram os desdobramentos e as dificuldades que a população da cidade vem enfrentando em decorrência das chuvas do último fim de semana. O presidente da Casa, vereador Juraci Scheffer (PT), anunciou que em breve será agendada uma Audiência Pública sobre a temática e que vai buscar uma reunião com setores da PJF para trazer aos vereadores um panorama sobre a situação atual e o andamento dos atendimentos operacionais.
De acordo com a Defesa Civil, até a tarde de segunda-feira, o órgão municipal já havia registrado 131 boletins, contabilizando os chamados desde sábado, dia 9, e todas as regiões da cidade foram afetadas pela chuva. “Ao todo, foram 33 situações de escorregamento de talude, 13 de desabamento de muro de divisa e cinco de desabamento parcial de edificação”, informou o órgão. Para acionar a Defesa Civil o número é o 199, com atendimento 24h.
Parlamentares inscritos para falar fazendo o uso da Tribuna levantaram a questão das chuvas na cidade como situação emergencial. O vereador Tiago Bonecão (CIDADANIA) contou que foi marcado em mais de 200 postagens em redes sociais no último fim de semana, e pediu atenção ao Executivo para resolver questões como limpeza das bocas de lobo e desassoreamento dos córregos. "O choque de limpeza é necessário e urgente, porque depois da chuva vem a dengue", salientando a complexidade da questão.
Já o vereador Bejani Júnior (PODE), também inscrito na Tribuna, sugeriu, em Requerimento, que fosse marcada uma reunião com a Prefeitura, convocando a secretária de Governo, o subsecretário de Defesa Civil, o diretor da Empav, o secretário de Obras e o diretor do Demlurb para debater a situação das famílias atingidas pelas chuvas do último fim de semana. "Não adianta falar que o problema é só tratado na seca, tem que ter um plano emergencial para agora, porque as famílias estão perdendo tudo", contando que presenciou situações extremas. "Criança que perdeu tudo, foi dormir na igreja, meia hora depois a igreja estava embaixo d'água. Tiveram que colocar entre 50 e 60 crianças dormindo no altar", desabafou.
