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Terça-feira, 11 de Agosto 2026
Justiça

TSE busca consenso sobre regras para uso de IA nas eleições

Julgamento envolve recurso do PT contra deepfake de Jair Bolsonaro exibido na convenção partidária do senador Flávio Bolsonaro.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
TSE busca consenso sobre regras para uso de IA nas eleições
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, convocou para a próxima quinta-feira (13) uma reunião privada para definir como a Corte deve julgar os casos sobre IA nas eleições. O objetivo do encontro é alinhar o entendimento dos magistrados sobre o uso da tecnologia antes das votações presenciais.

A discussão foi motivada por uma ação que questiona a veiculação de imagens sintéticas na convenção do PL realizada em 25 de julho, data em que foi oficializada a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República.

Relator do processo, Nunes Marques busca alcançar a uniformidade no plenário antes de levar o tema a julgamento final. O procedimento a portas fechadas ocorrerá logo após a sessão ordinária matutina da quinta-feira, prática tradicional do tribunal para demonstrar coesão jurídica em períodos eleitorais.

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Vídeo com deepfake do ex-presidente

O processo foi movido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A peça contesta um vídeo produzido com a técnica de deepfake, na qual recursos computacionais simulam voz e fisionomia com alto grau de verossimilhança.

Na gravação exibida no evento, uma reprodução digital do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob prisão domiciliar e proibido de se manifestar publicamente, faz um pronunciamento explícito ao público presente.

Logo no início da mensagem, a versão sintética avisa que se trata de uma reprodução computacional de sua imagem e voz. Em seguida, afirma estar detido injustamente e conclui pedindo apoio ao seu filho, declarando que "o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente".

Segundo a representação protocolada pelo PT, o material viola as normas vigentes do TSE por conter referência direta à disputa majoritária e pedido explícito de votos por meio de inteligência artificial.

Argumentos da defesa de Flávio Bolsonaro

Em contrapartida, os advogados responsáveis pela defesa de Flávio Bolsonaro sustentam que a peça não se enquadra na definição jurídica de deepfake fraudulento. Segundo a equipe legal, houve aviso prévio claro sobre a natureza sintética do conteúdo aos espectadores.

A defesa alega ainda que o vídeo não trouxe gravação autêntica mascarada e nega ter ocorrido pedido formal de votos durante a transmissão da convenção partidária.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

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