Antes da tomada do poder do Talibã no Afeganistão, uma rede de contas em redes sociais destacava supostos fracassos do então governo pró-Ocidente em Cabul ao mesmo tempo em que exaltava feitos do Talibã. Foi uma iniciativa um tanto incomum do grupo, conhecido por rejeitar qualquer tipo de tecnologia e mídia. Dessa vez, essa campanha política lançada pelos membros tinha como objetivo avançar os ideias do Talibã, desde o início de maio, quando as tropas estadunidenses começavam a retirada definitiva do país.
Tuítes relatavam as vitórias mais recentes do grupo — às vezes prematuramente — e promoviam diferentes hashtags, como #CrimesDoRegimedeCabul (associados a tuítes que acusavam o governo afegão de crimes de guerra, que ficou entre os "trends" na época em que foi usada); #EstamosComTaliba (em tentativa de angariar apoio) e outra que dizia "Deus ajude que a vitória esteja próxima" (as hashtags foram traduzidas para o português).
Seu histórico anti-tecnológico tem em início em 1996, quando o Talibã baniu a internet e confiscou (ou destruiu) aparelhos de TV, câmeras e gravações de vídeo. Atualmente, no entanto, o grupo está construindo um aparato de redes sociais para amplificar sua mensagem.
Qari Saeed Khosty, equivalente ao gerente das redes sociais do grupo, disse, em entrevista à BBC, que "nossos inimigos têm TV, rádio, contas verificadas nas redes sociais e nós não temos nada — e mesmo assim nós lutamos contra eles no Twitter e no Facebook e os derrotamos." Segundo o gerenciador, o grupo está mais focado no Twitter porque o Facebook os classificam como organização perigosa e, frequentemente, banem páginas relacionadas ao grupo.