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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Economia

Setor de serviços cresce 2% no primeiro semestre de 2026, aponta IBGE

Apesar da estabilidade registrada em junho, atividade acumulada do ano mostra desaceleração frente ao mesmo período de 2025.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Setor de serviços cresce 2% no primeiro semestre de 2026, aponta IBGE
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Setor de serviços encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento acumulado de 2% no Brasil, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, o indicador registrou estabilidade técnica em comparação com o mês de maio.

Na análise anual, o resultado de junho representou um avanço de 2% frente ao mesmo mês de 2025. Com isso, o segmento acumula expansão de 2,6% nos últimos 12 meses, além de ter fechado o segundo trimestre de 2026 com alta de 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano.

Considerado um termômetro central da economia nacional por abranger áreas intensivas em mão de obra — como transportes, turismo e tecnologia —, o setor opera atualmente 19,9% acima do patamar pré-pandemia de covid-19. O nível atual está apenas 0,3% abaixo do pico histórico registrado em outubro de 2025.

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A trajetória ao longo de 2026 reflete um ritmo moderado. Entre os seis primeiros meses do ano, apenas abril apresentou alta expressiva (1,2%), enquanto os demais registraram oscilações discretas: janeiro (0,0%), fevereiro (0,1%), março (-1,0%), maio (-0,2%) e junho (0,0%).

De acordo com Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o segmento permanece perto do topo, mas acomodado. "Não há indícios de escalada, tampouco trajetória descendente", avaliou o especialista, lembrando que as instituições financeiras não entram no cálculo do levantamento.

Influências no desempenho do semestre

A alta de 2% no semestre foi impulsionada por três das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE. O destaque positivo ficou com a área de informação e comunicação, que subiu 6,8%, seguida pelos serviços profissionais e administrativos (2,4%) e prestados às famílias (2,0%).

Por outro lado, o segmento de transportes, serviços auxiliares e correios recuou 1,2%, enquanto outros serviços ficaram estáveis (0,0%). No total das 166 modalidades investigadas, 47,6% apresentaram expansão no período.

Segundo o IBGE, o crescimento atual reflete uma desaceleração no ritmo de avanço. Para fins de comparação, o primeiro semestre de 2025 havia registrado uma taxa acumulada superior, alcançando 2,7%.

Atividades turísticas recuam em junho

O índice de atividades turísticas (Iatur), que integra a PMS, apresentou queda de 3,4% em junho na comparação mensal, acumulando retração de 0,9% no ano. Apesar do recuo recente, o turismo mantém alta de 1% no acumulado de 12 meses.

Com esses números, o turismo nacional situa-se 6,6% acima do nível verificado antes da pandemia e 6,2% abaixo do teto histórico alcançado em dezembro de 2024. A pesquisa do Iatur acompanha 22 serviços do ramo, como rede hoteleira, aviação e agências de viagens em 17 unidades da federação.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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