A cerimônia de assinatura digital e lacração garante que nenhuma modificação seja feita nos programas da urna eletrônica após a sua conclusão. Conforme explicou o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem mesmo o próprio tribunal consegue alterar os softwares após esse rito.
Qualquer mudança exigiria a realização de um novo ato público. O procedimento conta com a participação de entidades fiscalizadoras que acompanham todo o andamento do processo eleitoral.
O evento ocorre entre os meses de agosto e setembro. Ele marca o encerramento oficial do desenvolvimento dos programas que serão aplicados nas eleições.
O presidente da Corte e as instituições fiscalizadoras assinam digitalmente os códigos. A partir desse instante, os arquivos tornam-se definitivos e imutáveis.
O secretário ressalta que, caso a Justiça Eleitoral queira alterar algo, isso já se torna inviável. Os sistemas são finalizados e nada pode ser modificado externamente ou internamente.
Verificação em diferentes etapas
A proteção da tecnologia conta com auditorias contínuas. Partidos políticos checam as mídias e a preparação dos equipamentos antes do pleito.
Nas seções eleitorais, antes da votação, o juiz eleitoral valida a autenticidade do software. O mesmo vale para os sistemas de transmissão de dados do TSE.
Teste de integridade
Outro recurso fundamental é o Teste de Integridade, aplicado desde 2002. Urnas sorteadas publicamente recebem votos simulados em ambiente controlado no dia da votação.
O resultado oficial da simulação é confrontado com os dados inseridos previamente. Em mais de duas décadas, nunca houve divergência, confirmando a confiabilidade do sistema brasileiro.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se