Os candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno destacam a segurança pública como eixo central de seus planos de governo. Entregues à Justiça Eleitoral, os documentos detalham abordagens variadas para enfrentar facções criminosas, proteger fronteiras e combater a violência contra a mulher.
Entre as iniciativas citadas estão o fortalecimento do sistema prisional, a ampliação da vigilância e novas diretrizes para a atuação policial. Cada campanha aposta em modelos específicos de gestão e investimento para atrair o eleitorado.
Combate ao crime organizado
O enfrentamento a facções criminosas é prioridade em ambas as propostas. Flávio propõe classificar grupos como Comando Vermelho e PCC como organizações narcoterroristas, defendendo prisões de líderes e o uso de força contra criminosos armados com fuzis.
Lula defende a asfixia financeira do crime organizado dentro dos limites constitucionais. O plano petista inclui retomar territórios controlados por grupos armados, investir na urbanização de periferias e barrar candidaturas de pessoas ligadas a atividades ilícitas.
Integração e tecnologia
Para melhorar a coordenação policial, Lula propõe a criação de um ministério voltado à área após aprovação de PEC no Congresso. A medida visa integrar dados entre estados e expandir o uso de câmeras corporais.
Por sua vez, Flávio planeja implantar o sistema Muralha Brasileira com mais de 1 milhão de câmeras de reconhecimento facial em locais públicos e aeroportos, além de reforçar consórcios com prefeituras.
Fronteiras e sistema penal
No controle de divisas, Flávio sugere uma força de elite militar. Lula aposta na presença das Forças Armadas na Amazônia Legal com cooperação internacional.
Na política penal, o candidato do PL apoia a redução da maioridade penal e a construção de novos presídios. O candidato do PT foca na modernização de unidades federais e criação de centros de inteligência.

RCWTV
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