A produção industrial brasileira registrou uma queda de 0,6% na passagem de julho para agosto deste ano, interrompendo a leve recuperação do mês anterior. Os dados constam na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletindo a instabilidade do setor produtivo nacional.
O resultado negativo de agosto anula a variação positiva de 0,1% obtida em julho. O cenário recente da indústria mostra dificuldades de consolidação, após o setor ter amargado perdas consecutivas de 1% em maio e de 1,6% em junho.
Em comparação com agosto do ano anterior, o recuo foi ainda mais expressivo, atingindo 1,2%. A média móvel trimestral também apresentou retração de 0,7%. Apesar disso, o acumulado do ano (+0,8%) e o acumulado dos últimos 12 meses (+0,6%) ainda operam em terreno positivo.
A perda de fôlego foi disseminada, atingindo 16 dos 25 ramos industriais mapeados. Os recuos mais severos ocorreram na fabricação de produtos do fumo (-23,4%), no segmento farmoquímico e farmacêutico (-5,5%) e nas indústrias extrativas (-0,7%).
Por outro lado, nove atividades conseguiram expandir sua produção. Os principais destaques positivos ficaram com produtos diversos (8,4%), produtos alimentícios (1%), produtos químicos (0,9%) e o setor de metalurgia (0,8%).
Desempenho por categorias econômicas
Todas as quatro grandes categorias econômicas da indústria fecharam o período no vermelho. As perdas mais acentuadas foram registradas nos bens de consumo semi e não duráveis, que despencaram 1,7%, seguidos de perto pelos bens de consumo duráveis, com queda de 1%.
Os investimentos também recuaram, com os bens de capital (máquinas e equipamentos) apresentando baixa de 0,6%. Já os bens intermediários, que representam os insumos utilizados no processo produtivo, tiveram uma retração mais contida, de 0,2%.

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