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Quinta-feira, 23 de Abril 2026
Policial

Polícia Federal de Juiz de Fora desarticula organização criminosa envolvida na explosão de agência bancária em Pirapetinga

Batizada de Operação 'Magia Negra', a ação cumpriu mandados expedidos pela Vara Única da Justiça Federal em Muriaé

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Polícia Federal de Juiz de Fora desarticula organização criminosa envolvida na explosão de agência bancária em Pirapetinga
Agência da Caixa ficou destruída após ataque em Pirapetinga — Foto: Polícia Civil/Divulgação
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A Polícia Federal (PF) de Juiz de Fora deflagrou na manhã desta terça-feira (26) uma ação para desarticular organização criminosa especializada em roubos a bancos. A Operação "Magia Negra" foi realizada em cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

A ação tem como foco o cumprimento de 6 mandados de prisão temporária e 6 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz da Vara Única da Justiça Federal em Muriaé. As investigações foram iniciadas no último dia 9 de junho, após um grupo fortemente armado explodir uma agência da Caixa em Pirapetinga.

De acordo com a Polícia Federal, dentre os suspeitos foram identificados ex-militares com habilidade no manuseio de explosivos e ex-vigilantes, todos com antecedentes criminais.

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g1 entrou em contato com a PF para saber de qual corporação são os ex-militares, e solicitou uma nota, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Investigações

O trabalho investigativo teve início em 9 de junho de 2021, após roubo a agência bancária da Caixa Econômica Federal no município de Pirapetinga.

"Na ocasião, o grupo destruiu a agência bancária com o uso de explosivos, amedrontou a população local com disparos de arma de fogo, feriu um caminhoneiro, fez reféns e fugiu em direção ao Estado do Rio de Janeiro, em uma ação conhecida como 'o novo cangaço'. Essa modalidade criminosa geralmente é realizada nas pequenas cidades do interior do país", explicou a Polícia Federal

 

Conforme a PF, as apurações do crime foram iniciadas imediatamente, "o que permitiu que o local do crime fosse devidamente preservado pelas forças locais, além de auxiliar na coleta de vestígios, dados e informações. Contribuição decisiva para o trabalho dos investigadores federais".

Os investigados poderão responder pelos crimes de roubo qualificado, integração a organização criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, poderão cumprir penas que somam mais de 31 anos de prisão e multa.

 

Ataque ao banco

 

No dia do ocorrido, o g1 conversou com a delegada da Polícia Civil, Flávia Granado, que participa das investigações do crime. À reportagem ela falou sobre o ocorrido e abordou os seguintes pontos:

 

  • Após o crime, os órgãos de segurança ficaram em busca de informações e indícios da autoria do crime;
  • Detalhes sobre os possíveis autores foram recolhidos, mas por causa das investigações outras informações não serão repassadas no momento;
  • Foram encontrados dois veículos utilizados no crime, sendo que em um deles havia explosivos e foi preciso um trabalho técnico para desativá-los;
  • A Polícia Civil realizou um exame pericial da coleta das digitais encontradas para fazer o confronto com os possíveis autores;
  • Apesar de a agência ter explodido toda, dois caixas foram roubados. Não há informações de quanto dinheiro foi levado;
  • A Polícia Civil não encontrou ligação da organização criminosa com as explosões realizadas em São Paulo.

Dinâmica do crime

 

Explosão

Segundo informações da Polícia Militar (PM), cerca de 15 criminosos participaram da ação.

Aos militares, testemunhas relataram que o grupo estava fortemente armado e usou explosivos nos caixas eletrônicos da agência.

Motorista baleado

Durante a ação, os criminosos abordaram dois caminhões na MG-393 para bloquear a rodovia, que dá acesso aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, além da cidade de Muriaé, na Zona da Mata mineira. O objetivo era impedir a passagem da PM até a agência bancária.

Na ocasião, um dos motoristas foi baleado de raspão em um dos braços porque tentou sair do local. A vítima foi socorrida para um hospital de Estrela Dalva. Ele teve alta, passa bem e prestou depoimento para a Polícia Civil.

FONTE/CRÉDITOS: G1 Zona da Mata
Geraldo Gomes

Publicado por:

Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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