Pesquisadoras do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICE/UFJF) vêm desenvolvendo alternativas terapêuticas inovadoras para enfrentar as chamadas Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Sob a liderança da professora Maribel Navarro — cientista que integra o ranking da Universidade de Stanford entre os 2% mais influentes do mundo —, o Laboratório de Química Bioinorgânica e Catálise (LaQBIC) trabalha na síntese de metalofármacos, medicamentos que combinam íons metálicos a moléculas já utilizadas no tratamento de infecções parasitárias.
O projeto busca superar a falta de investimentos das indústrias farmacêuticas no combate a doenças como a malária (que registra mais de 140 mil casos anuais no Brasil), a doença de Chagas (que afeta de 1 a 4 milhões de brasileiros) e a leishmaniose (com cerca de 13 mil novos casos por ano).
“Os metalofármacos do LaQBIC são mais ativos e menos tóxicos que o fármaco livre. Ao menos em nosso resultado, o ouro é um dos metais mais ativos contra os parasitas da malária, doença de Chagas e leishmaniose”, pontua a coordenadora Maribel Navarro.
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Tecnologia bioinorgânica contra a resistência de parasitas
A estratégia do laboratório consiste em ligar metais como ouro, zinco, prata, platina e paládio a princípios ativos já conhecidos (como cloroquina, primaquina, mefloquina, amodiaquina e atovaquona). Essa junção permite que os compostos permaneçam por mais tempo no organismo, atuem em diferentes fases do ciclo de vida dos parasitas e vençam a resistência que esses organismos desenvolvem aos remédios tradicionais.
A equipe conta com pesquisas de pós-graduação dedicadas a frentes específicas:
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Malária e Amodiaquina/Atovaquona: A doutoranda Luana Vanessa Daniel avalia os mecanismos de ação e a caracterização físico-química de novos híbridos metálicos para criar candidatos a medicamentos mais seguros.
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Malária e Zinco/Prata: A mestranda Larissa Calabreze estuda a fusão de compostos de zinco e prata à cloroquina para restaurar a eficácia da medicação em cepas resistentes do parasita.
Como Funcionam os Metalofármacos do LaQBIC/UFJF:
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├─► Combinação ──────────► Molécula Terapêutica + Íon Metálico (Ouro, Zinco, Prata, etc.)
├─► Vantagens Clínicas ──► Menor toxicidade e redução dos efeitos colaterais ao paciente
└─► Impacto Biológico ──► Aumento da eficácia e superação da resistência dos parasitas
Próximos passos e divulgação científica
A expectativa da equipe é que os compostos mais promissores sintetizados na UFJF sejam transferidos para a indústria farmacêutica nacional para o início das fases de testes clínicos em humanos.
A trajetória da professora Maribel Navarro e os detalhes dos estudos foram tema do 28º episódio do podcast IdPesquisa, disponível na íntegra no YouTube e no Spotify. A reportagem completa sobre o laboratório pode ser acessada na
Dúvidas e contatos de imprensa podem ser encaminhados à Diretoria de Imagem Institucional da UFJF pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (32) 2102-3970.

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