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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Juiz de Fora

Pesquisa da UFJF utiliza metais como ouro e zinco na criação de novos remédios contra doenças negligenciadas

Estudo liderado pela professora Maribel Navarro, no LaQBIC, desenvolve metalofármacos mais eficientes e menos tóxicos para combater a malária, doença de Chagas e leishmaniose

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Pesquisa da UFJF utiliza metais como ouro e zinco na criação de novos remédios contra doenças negligenciadas
Sob orientação da professora Maribel, Larissa Calabreze estuda como a combinação de metais e medicamentos já utilizados no tratamento da malária pode contribuir para o desenvolvimento de alternativas terapêuticas mais eficazes / Imagem: IdPesquisa
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Pesquisadoras do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICE/UFJF) vêm desenvolvendo alternativas terapêuticas inovadoras para enfrentar as chamadas Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Sob a liderança da professora Maribel Navarro — cientista que integra o ranking da Universidade de Stanford entre os 2% mais influentes do mundo —, o Laboratório de Química Bioinorgânica e Catálise (LaQBIC) trabalha na síntese de metalofármacos, medicamentos que combinam íons metálicos a moléculas já utilizadas no tratamento de infecções parasitárias.

O projeto busca superar a falta de investimentos das indústrias farmacêuticas no combate a doenças como a malária (que registra mais de 140 mil casos anuais no Brasil), a doença de Chagas (que afeta de 1 a 4 milhões de brasileiros) e a leishmaniose (com cerca de 13 mil novos casos por ano).

“Os metalofármacos do LaQBIC são mais ativos e menos tóxicos que o fármaco livre. Ao menos em nosso resultado, o ouro é um dos metais mais ativos contra os parasitas da malária, doença de Chagas e leishmaniose”, pontua a coordenadora Maribel Navarro.

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A estratégia do laboratório consiste em ligar metais como ouro, zinco, prata, platina e paládio a princípios ativos já conhecidos (como cloroquina, primaquina, mefloquina, amodiaquina e atovaquona). Essa junção permite que os compostos permaneçam por mais tempo no organismo, atuem em diferentes fases do ciclo de vida dos parasitas e vençam a resistência que esses organismos desenvolvem aos remédios tradicionais.

A equipe conta com pesquisas de pós-graduação dedicadas a frentes específicas:

  • Malária e Amodiaquina/Atovaquona: A doutoranda Luana Vanessa Daniel avalia os mecanismos de ação e a caracterização físico-química de novos híbridos metálicos para criar candidatos a medicamentos mais seguros.

  • Malária e Zinco/Prata: A mestranda Larissa Calabreze estuda a fusão de compostos de zinco e prata à cloroquina para restaurar a eficácia da medicação em cepas resistentes do parasita.

Como Funcionam os Metalofármacos do LaQBIC/UFJF:
│
├─► Combinação ──────────► Molécula Terapêutica + Íon Metálico (Ouro, Zinco, Prata, etc.)
├─► Vantagens Clínicas ──► Menor toxicidade e redução dos efeitos colaterais ao paciente
└─► Impacto Biológico ──► Aumento da eficácia e superação da resistência dos parasitas

Próximos passos e divulgação científica

A expectativa da equipe é que os compostos mais promissores sintetizados na UFJF sejam transferidos para a indústria farmacêutica nacional para o início das fases de testes clínicos em humanos.

A trajetória da professora Maribel Navarro e os detalhes dos estudos foram tema do 28º episódio do podcast IdPesquisa, disponível na íntegra no YouTube e no Spotify. A reportagem completa sobre o laboratório pode ser acessada na página da notícia no portal da UFJF.

Dúvidas e contatos de imprensa podem ser encaminhados à Diretoria de Imagem Institucional da UFJF pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (32) 2102-3970.

FONTE/CRÉDITOS: Universidade Federal de Juiz de Fora / Diretoria de Imagem Institucional

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