A OpenAi apresentou nesta segunda-feira, 28, uma versão para o ChatGPT usado por grandes empresas. Batizado como ChatGPT Enterprise, o pacote integra camadas de segurança, acesso ilimitado para a versão mais nova de sua inteligência artificial generativa (GPT - 4 ) e opções de customização entre suas principais funcionalidades.

O ChatGPT Enterprise tem como principal diferencial a possibilidade de inputs mais longos e conversas mais contextualizadas com 32 mil tokens. Além disso, a opção de IA generativa para empresas traz:

  • Acesso ilimitado e duas vezes mais rápido ao GPT-4;
  • Console dedicado para administrador;
  • Créditos de API para construção de solução próprias;
  • Ferramenta avançada de análise de dados (antigo Code Interpreter);
  • Templates de conversação compartilháveis para construção de fluxos de trabalho (workflows) nas companhias;
  • Proteção baseada em criptografia de dados AES 265 e TLS 1.2+, além de certificado SOC 2;
  • Os dados do Enterprise não são usados para treino de modelos da OpenAI, ficam separados.

Entre as empresas que usam a ferramenta desde o acesso prévio está a Asana, que incrementou a produtividade de seus colaboradores em pesquisa ao diminuir em uma hora em média por dia o tempo gasto com essa tarefa. Outras companhias citadas pela OpenAI são Block, Canva, Carlyle, Estée Lauder, PwC e Zapier.

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Os valores do ChatGPT Enterprise não foram divulgados.

Essa é a primeira vez que a companhia de Sam Altman lança uma versão de prateleira para empresas. Em março deste ano, a OpenAI lançou o acesso á APIs do GPT-3.5 turbo por US$ 0,002 por 1 mil tokens (chamadas) e US$ 0,006 por 1 mil tokens no Whisper, para desenvolvedores. Também tem modelo de negócio para o B2C com uma opção gratuita GPT 3.5 e outra paga por US$ 20 por mês,R$ 99 no Brasil ,com GPT4 com acesso via web ou app.

Ainda vale lembrar que uma recente matéria da Reuters com a Ipsos revelou que mais de um quarto dos trabalhadores norte-americanos disseram que usam o ChatGPT com frequência, mas apenas 22% foram autorizados pelos seus empregadores de usar ferramentas externas de AI gerativa.