A busca por um cenário corporativo mais equilibrado, pautado pela concorrência leal, esteve no centro do Seminário Pacto pela Ordem e Progresso. O evento ocorreu na terça-feira (11), em Brasília, reunindo autoridades, empresários e especialistas.
A iniciativa foi promovida pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios. O grupo contou com o suporte da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Unidos Brasil.
Nadim Donato, presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, representou a entidade no debate. Ele enfatizou a urgência de regras mais justas para proteger as companhias formalizadas no país.
Conforme dados divulgados pela CNC durante o encontro, o comércio ilegal gera um prejuízo anual de R$ 179,2 bilhões nas vendas do varejo. Além disso, a perda na arrecadação tributária chega a R$ 74,8 bilhões.
Para o dirigente, combater essa prática demanda uma estratégia integrada. É preciso unir competitividade, inteligência fiscal, rigor na fiscalização e sólida segurança jurídica no Brasil.
Donato também alertou para os riscos da criminalidade associada ao mercado informal. Segundo ele, tais operações muitas vezes servem de sustentação financeira para organizações criminosas.
Outro tópico central foi a isonomia tributária no e-commerce internacional. Levantamentos apontam que a taxação de pequenas importações ajudou a redirecionar R$ 2,88 bilhões mensais ao varejo interno.
Essa medida garantiu reflexos positivos em diversos segmentos econômicos. A estimativa é de que quase 99 mil postos de trabalho formais tenham sido preservados com a ação.
Os reflexos da violência na atividade produtiva também entraram em pauta. Custos elevados com logística e transporte evidenciam que a segurança pública impacta diretamente os investimentos.
O encontro marcou o pontapé inicial de uma agenda voltada a otimizar o empreendedorismo. O objetivo central é aprimorar as condições para investir e gerar empregos nacionalmente.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais representa o setor no estado. A instituição abrange mais de 750 mil empresas e dezenas de sindicatos locais.
Sob a liderança de Nadim Elias Donato Filho, a entidade atua como porta-voz empresarial. Ela também administra unidades do Sesc e do Senac em território mineiro.

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