Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Museu Mariano Procópio, gerido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), destaca três artistas cujas obras integram o acervo da instituição. As peças selecionadas pela equipe técnica do equipamento cultural são a escultura “O Segredo”, de Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto; o quadro “O Batizado”, de Haydéa Santiago; e o retrato de Nair de Tefé, pintado por Georgina de Albuquerque. As reproduções dos trabalhos e informações sobre as autoras serão disponibilizadas nas redes sociais do museu.
Segundo o historiador do Museu Mariano Procópio, Sérgio Vicente, “a comparação das trajetórias e produções artísticas das três personagens apresentadas possibilita reflexões sobre o papel social da mulher artista no século XX, permitindo identificar semelhanças e peculiaridades em seus processos de inserção no campo artístico-cultural”.
Também historiadora do espaço, Rosane Carmanini Ferraz acrescenta que uma das obras, o retrato de Nair de Tefé, foi selecionada para uma mostra virtual que o Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, lançará em breve.
Georgina de Moura Andrade de Albuquerque (1885-1962)
Foi pintora e professora, com formação na Escola Nacional de Belas Artes (Enba) e aluna de Henrique Bernardelli (1858-1936). Casou-se, em 1906, com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Em Paris, frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) e a Académie Julian. Em 1911, voltou ao Brasil, participando regularmente da Exposição Geral de Belas Artes.
Lecionou desenho artístico na Enba entre 1927 e 1948, onde também exerceu o cargo de diretora. Em 1940, fundou o Museu Lucílio de Albuquerque, onde criou um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Georgina foi uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se como artista no começo do século XX. Em suas pinturas, observa-se a presença da influência impressionista. Os temas mais constantes são o nu, a paisagem e o retrato, como o de Nair de Tefé.
A personagem retratada na tela viveu entre os anos 1886 e 1981. Foi desenhista dedicada ao gênero caricatura, cantora, atriz e pianista. Considerada uma das primeiras mulheres caricaturistas, Nair de Tefé casou-se com o Marechal Hermes da Fonseca, presidente do Brasil entre os anos 1910 e 1914. Destacou-se produzindo caricaturas de políticos, entre os quais seu próprio marido , que circularam amplamente nas revistas ilustradas da época.
Haydéa Santiago (1896-1980)
Foi artista premiada em diversas fases de sua carreira, tanto no Brasil quanto no exterior. Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Viveu em Paris entre 1928 e 1932, onde participou do Salão dos Artistas Franceses.
Desde 1921, integrou a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro. Haydéa Santiago e seu marido, Manoel Santiago, consideravam-se discípulos de Eliseu Visconti, de quem foram alunos.
Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (1874-1941)
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, onde foi aluna de Rodolfo Bernardelli. Em 1897, recebeu bolsa do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo para custear seus estudos. Produziu bustos de presidentes de estados, de políticos e de outras personalidades para o Museu da República. Também deixou sua marca na produção de esculturas funerárias.
Em 1904, Nicolina viajou a Paris, onde estudou na Académie Julian. Em 1911, casou-se com o escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888-1945). Realizou obras públicas em jardins, parques e praças em São Paulo e no Rio de Janeiro, como na Quinta da Boa Vista. A escultora está entre as poucas artistas que obtiveram reconhecimento profissional no início do século XX, em que havia poucas oportunidades de inserção social da mulher.
Outras informações:
Segundo o historiador do Museu Mariano Procópio, Sérgio Vicente, “a comparação das trajetórias e produções artísticas das três personagens apresentadas possibilita reflexões sobre o papel social da mulher artista no século XX, permitindo identificar semelhanças e peculiaridades em seus processos de inserção no campo artístico-cultural”.
Também historiadora do espaço, Rosane Carmanini Ferraz acrescenta que uma das obras, o retrato de Nair de Tefé, foi selecionada para uma mostra virtual que o Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, lançará em breve.
Georgina de Moura Andrade de Albuquerque (1885-1962)
Foi pintora e professora, com formação na Escola Nacional de Belas Artes (Enba) e aluna de Henrique Bernardelli (1858-1936). Casou-se, em 1906, com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Em Paris, frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) e a Académie Julian. Em 1911, voltou ao Brasil, participando regularmente da Exposição Geral de Belas Artes.
Lecionou desenho artístico na Enba entre 1927 e 1948, onde também exerceu o cargo de diretora. Em 1940, fundou o Museu Lucílio de Albuquerque, onde criou um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Georgina foi uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se como artista no começo do século XX. Em suas pinturas, observa-se a presença da influência impressionista. Os temas mais constantes são o nu, a paisagem e o retrato, como o de Nair de Tefé.
A personagem retratada na tela viveu entre os anos 1886 e 1981. Foi desenhista dedicada ao gênero caricatura, cantora, atriz e pianista. Considerada uma das primeiras mulheres caricaturistas, Nair de Tefé casou-se com o Marechal Hermes da Fonseca, presidente do Brasil entre os anos 1910 e 1914. Destacou-se produzindo caricaturas de políticos, entre os quais seu próprio marido , que circularam amplamente nas revistas ilustradas da época.
Haydéa Santiago (1896-1980)
Foi artista premiada em diversas fases de sua carreira, tanto no Brasil quanto no exterior. Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Viveu em Paris entre 1928 e 1932, onde participou do Salão dos Artistas Franceses.
Desde 1921, integrou a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro. Haydéa Santiago e seu marido, Manoel Santiago, consideravam-se discípulos de Eliseu Visconti, de quem foram alunos.
Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (1874-1941)
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, onde foi aluna de Rodolfo Bernardelli. Em 1897, recebeu bolsa do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo para custear seus estudos. Produziu bustos de presidentes de estados, de políticos e de outras personalidades para o Museu da República. Também deixou sua marca na produção de esculturas funerárias.
Em 1904, Nicolina viajou a Paris, onde estudou na Académie Julian. Em 1911, casou-se com o escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1888-1945). Realizou obras públicas em jardins, parques e praças em São Paulo e no Rio de Janeiro, como na Quinta da Boa Vista. A escultora está entre as poucas artistas que obtiveram reconhecimento profissional no início do século XX, em que havia poucas oportunidades de inserção social da mulher.
Outras informações:
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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Assessoria PJF