O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou que vai recorrer da decisão judicial que condenou um homem de 33 anos a oito anos e três meses de prisão por tentativa de homicídio em Itinga, no Vale do Jequitinhonha.
A condenação foi definida em julgamento realizado no dia 2 de março, após denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Araçuaí. Segundo o Ministério Público, a pena aplicada é considerada branda diante da gravidade do crime e do histórico criminal atribuído ao réu.
O acusado foi apontado durante o processo como integrante de uma facção criminosa, o que também foi considerado relevante pelo órgão ao decidir recorrer da sentença.
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Emboscada contra rival de facção
De acordo com a denúncia do MPMG, o crime aconteceu em 9 de dezembro de 2024, quando o acusado e um comparsa planejaram uma emboscada contra um rival ligado a outro grupo criminoso.
A vítima, um jovem de 19 anos, foi surpreendida pelos dois homens armados em via pública. Ao perceber o ataque, o rapaz tentou fugir a pé, iniciando uma perseguição pelas ruas da cidade.
Durante a fuga, o réu disparou várias vezes, atingindo o braço esquerdo da vítima.
Vítima escapou mesmo ferida
Mesmo baleado, o jovem conseguiu correr e se refugiar na casa de uma conhecida, interrompendo o ataque. O agressor desistiu da perseguição ao notar a presença de outras pessoas no local.
Logo depois, o acusado foi detido pelas autoridades.
Segundo o processo, o tiro atingiu o osso do braço da vítima, provocando uma lesão grave que exigiu intervenção cirúrgica.
Ministério Público considera pena insuficiente
Para a promotora de Justiça Ursula Oliveira da Cunha, responsável pelo caso, a pena aplicada não reflete a gravidade do crime e o contexto em que ele ocorreu.
Durante o julgamento, testemunhas relataram que o acusado já teria participado de outros delitos, além de existirem inquéritos policiais em andamento contra ele.
Diante disso, o MPMG pretende recorrer para tentar ampliar a pena, buscando uma punição mais severa para o crime de tentativa de homicídio ligado à disputa entre facções criminosas.
O recurso deverá ser analisado pela Justiça de Minas Gerais, que decidirá se a condenação será mantida ou aumentada.
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