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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço investigativo do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), instaurou procedimento investigatório criminal para apurar condutas ilícitas de advogadas suspeitas de transmitir ordens de chefias penitenciárias ligadas à facção Comando Vermelho a partir do parlatório do presídio de Muriaé.
Esquema de "pombos-correio" e transmissão de recados
As investigações do Gaeco e da Polícia Penal apontam que as profissionais abusavam das prerrogativas da advocacia para circular bilhetes manuscritos e mensagens codificadas determinando execuções de rivais, cobrança de dívidas de drogas e planejamento de rotas de fuga no interior de Minas e na divisa com o Rio de Janeiro.
Medidas cautelares e suspensão de prerrogativas
O MPMG requereu mandados de busca e apreensão e comunicou os fatos à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a abertura de processos ético-disciplinares, além de pleitear a proibição do acesso das investigadas às dependências do complexo prisional de Muriaé.
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