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Justiça

MP eleitoral pede que TSE barre candidatura de deputado no RJ

Ministério Público aponta envolvimento de Márcio Canella em esquema de combustíveis e ligação com organizações criminosas no Rio.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
MP eleitoral pede que TSE barre candidatura de deputado no RJ
Ministério Público Federal (MPF)
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O Ministério Público Eleitoral enviou um parecer ao Tribunal Superior Eleitoral para pedir que seja barrada a candidatura de Márcio Canella, deputado estadual eleito no primeiro turno no Rio de Janeiro. O documento sustenta a existência de provas suficientes de envolvimento do político com organizações criminosas.

⚡ Fatos Verificados / Em Resumo:

  • MP Eleitoral pede que o TSE barre a candidatura de Márcio Canella
  • Parecer aponta envolvimento em esquema criminoso e milícias no RJ
  • O Ministério Público Eleitoral enviou um parecer ao Tribunal Superior Eleitoral para pedir que seja barrada a candidatura de Márcio Canella

A manifestação foi encaminhada à Corte na última sexta-feira pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa. O órgão aponta conexões com esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis, apadrinhamento de pessoas ligadas a milícias e ligação com o Comando Vermelho.

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Detalhes do parecer e o pedido ao Tribunal Superior eleitoral

Canella foi preso no último dia 15, na oitava fase da Operação Unha e Carne, que apura esquema criminoso de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral sustenta que o Tribunal Superior Eleitoral já consolidou entendimento para impedir que políticos ligados a organizações paramilitares ou similares participem da disputa eleitoral, independente de haver condenação transitada em julgado.

O pedido visa reformar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que havia liberado a candidatura sem ter acesso às provas do inquérito em trâmite no Supremo Tribunal Federal. O sigilo do processo foi retirado pela Suprema Corte somente este mês, após a prisão do político, revelando indícios de que ele influenciou a indicação de cargos na cúpula da segurança pública.

Espinosa defende que a Corte leve em consideração as provas que apontam Canella como articulador político no esquema criminoso dos combustíveis. No processo, há indícios de recebimento de dinheiro em espécie proveniente do esquema, além de apreensões anteriores de valores e armamentos feitas pela Polícia Federal em endereços do candidato.

Indícios de ligações com milícias e outras nomeações

Na manifestação, o Ministério Público aponta outros indícios do envolvimento de Canella com milícias, como a contratação da esposa de um líder do grupo miliciano conhecido como Bonde do Jura para um cargo comissionado em seu gabinete até 2023. O texto também aponta que, ao assumir a prefeitura de Belford Roxo em 2025, ele voltou a nomear para duas secretarias líderes de milícias da região.

De acordo com o parecer, um dos nomeados já era condenado pela Justiça por constituição de milícia e o outro respondia a processo por extorsão e porte ilegal de arma, tendo participado da campanha eleitoral deste ano. Há ainda indícios de acordos informais com o Comando Vermelho durante a Operação Barricada Zero para a remoção de obstáculos do tráfico de drogas em comunidades.

O documento conclui que existem elementos seguros e convergentes que demonstram a infiltração de lideranças milicianas na administração pública por intermédio do candidato, além do apoio eleitoral ostensivo prestado à sua campanha. A defesa aponta a atuação destacada do político como articulador de organização criminosa armada.

*Com informações oficiais de Ministério Público Federal (MPF).

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Ministério Público Federal (MPF)

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