O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de fim da escala 6x1. O texto em discussão prevê o direito a dois dias de descanso semanais sem qualquer prejuízo nos vencimentos dos empregados.
Durante um evento político com parlamentares do PT, o chefe do Executivo enfatizou que pretende monitorar de perto a postura de seu oponente político em relação a essa importante pauta do Congresso Nacional.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, declarou Lula, pontuando que o parlamentar tem demonstrado resistência à medida.
Em contrapartida, o representante do PL argumenta publicamente que o cidadão precisa ter autonomia para negociar a própria carga horária diretamente com os empregadores.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade”, defendeu Flávio Bolsonaro em declaração recente à imprensa.
No entanto, a visão do governo federal é de que esse tipo de acordo individual desfavorece a classe trabalhadora devido à desigualdade de forças nas negociações cotidianas.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, pontuou o candidato petista.
Segurança Pública
Durante a mesma plenária, Lula reforçou a necessidade de aprovação da PEC da Segurança Pública. A iniciativa busca integrar as ações entre União, estados e municípios no combate rigoroso ao crime organizado.
De acordo com o presidente, a história recente demonstrou que as administrações estaduais, agindo isoladamente, não conseguiram dar conta da complexidade exigida pela Constituição Federal de 1988.
Como solução, o plano federal prevê ampliar o raio de ação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal, além de transformar dezenas de unidades prisionais em estabelecimentos de segurança máxima.

RCWTV
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