Com o objetivo de proporcionar uma abordagem diferenciada das violações dos direitos das mulheres a partir das experiências de vida de adolescentes que possuem, como característica comum, a poesia de protesto, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) promove, nesta terça-feira, 16, às 19h, uma roda de conversa virtual, no formato live, com o tema “As mulheres e os direitos humanos na perspectiva das adolescentes”.
A live é uma proposta da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da PJF, como parte do evento “Março, Mais Mulher, Mais Democracia”, aberto no dia 8 de março, durante a inauguração da Casa da Mulher. O evento será transmitido pelo Facebook da PJF. A programação atualizada dos eventos está disponível no hotsite “Mais Mulher”, criado para divulgação das ações que se estendem até o dia 31.
A roda de conversa conta com a participação de seis mulheres, adolescentes, moradoras de diferentes regiões da periferia da cidade de Juiz de Fora e integrantes do coletivo nacional “Confraria dos Poetas”, sendo uma delas, Laura Rotter, a mediadora do bate papo. Laura tem 18 anos e cursa Ciências Humanas na UFJF.
As outras convidadas são as estudantes do ensino médio, Júlia Wyne de Paula Almeida, de 17 anos; Laura Pavão, 16; e Sophia da Silva Bispo, de 15; além de Maria Eliza Guimarães, 14 anos; e Thainá Fernanda de Sales Paulino, 20 anos, aluna de Serviço Social.
Durante a live, as participantes vão relatar, a partir de suas vivências, as violações de direitos, opressões e os preconceitos sofridos por elas no cotidiano. Ao longo da conversa, as meninas irão declamar poesias escritas por elas, que versam sobre as situações do dia a dia.
A participante e mediadora, Laura Rotter, comenta sobre a importância da atividade. ”Fazer a Prefeitura chegar na periferia através da poesia, da arte, do grafite, é fazer o "Juiz de Fora para Todos" através da cultura, porque a cultura é o ônibus, é o automóvel, que vai levar e interligar a prefeitura com a periferia”.
Confraria dos Poetas
As seis adolescentes fazem parte de um coletivo nacional, criado em São Paulo, em abril de 2003, conhecido como “Confraria dos Poetas”. O movimento reúne poetisas, poetas, artistas e amantes da literatura que usam a poesia de protesto, o Slam, como forma de colocar para fora toda a sua não aceitação dos padrões sociais estabelecidos. A indignação e a inquietação características da juventude também são canalizadas para a expressão através desta arte. Em Juiz de Fora, o movimento “Slâmico” teve início em fevereiro de 2017, no Bairro Santa Cândida, com a criação do “Slam Poético da Ágora”.
Outras informações:
(32) 3690-7331 - Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH)
FONTE/CRÉDITOS: Assessoria PJF