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Sábado, 06 de Junho 2026
Saúde

Instituições se unem para guiar pesquisas sobre cigarros eletrônicos

Levantamento inicial identificou 59 estudos sobre os efeitos dos vapes na saúde, servindo de base para novas diretrizes.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Instituições se unem para guiar pesquisas sobre cigarros eletrônicos
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), juntamente com outras entidades de pesquisa, estão elaborando um documento conjunto com diretrizes e recomendações para a investigação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), que incluem cigarros eletrônicos e vapes.

O material contará com a assinatura do diretor-geral do Inca, Roberto Gil, da vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, além de representantes de universidades e centros de pesquisa de todo o Brasil.

As orientações foram discutidas durante o seminário Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil, realizado no Rio de Janeiro nos dias 14 e 15 de maio.

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A base para as novas diretrizes é um levantamento que compilou 59 pesquisas sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional, abrangendo o período de 2019 a março de 2025.

As investigações revisadas abordam desde os potenciais danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre a experimentação e o uso desses produtos, além de questões regulatórias e de políticas públicas.

O diretor-geral do Inca ressaltou que o seminário foi um esforço colaborativo para definir lacunas e prioridades nas pesquisas sobre esses dispositivos.

“Nosso objetivo é fortalecer a base científica que fundamenta as políticas públicas e aumentar a capacidade do país de responder a este desafio, que representa uma ameaça à saúde da população brasileira, especialmente das novas gerações”, afirmou Roberto Gil.

Ana Paula Natividade, pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), explicou que o encontro visou organizar o conhecimento existente e traçar caminhos para novas investigações que reforcem a saúde pública.

“O rápido avanço desses produtos e das táticas da indústria do tabaco exige respostas científicas igualmente ágeis e coordenadas”.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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