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Domingo, 07 de Junho 2026
Brasil/Mundo

Imposto do Pecado começa em 2027 e poderá encarecer bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros

Novo Imposto Seletivo da Reforma Tributária busca reduzir o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente

Érika Lima
Por Érika Lima
Imposto do Pecado começa em 2027 e poderá encarecer bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros
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O chamado Imposto do Pecado, oficialmente denominado Imposto Seletivo (IS), começará a ser cobrado em 2027 e deverá atingir produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre os itens incluídos estão bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros e outros produtos definidos pela Reforma Tributária. O objetivo é reduzir o consumo desses produtos por meio de uma tributação adicional.

Criado pela Reforma Tributária, o Imposto Seletivo será um tributo federal aplicado sobre bens e serviços considerados nocivos à saúde pública ou ao meio ambiente. A proposta segue modelos já adotados em diversos países e tem como finalidade utilizar a tributação como instrumento de desestímulo ao consumo.

A cobrança substituirá parte da tributação atualmente existente sobre determinados produtos e passará a integrar o novo sistema tributário brasileiro previsto para entrar em vigor gradualmente a partir de 2027.

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Quais produtos poderão ser afetados?

Entre os principais produtos e setores já previstos para incidência do Imposto Seletivo estão:

Cigarros e produtos derivados do tabaco

Bebidas alcoólicas

Refrigerantes e bebidas açucaradas

Apostas e concursos de prognósticos

Veículos com maior impacto ambiental

Alguns bens minerais e combustíveis específicos

O governo ainda deverá regulamentar detalhes sobre as alíquotas e a forma de cobrança para cada categoria.

Por que o governo quer criar essa tributação?

Segundo o Ministério da Fazenda e as diretrizes da Reforma Tributária, o objetivo principal não é aumentar a arrecadação, mas reduzir o consumo de produtos associados a problemas de saúde e impactos ambientais. A lógica é semelhante à já utilizada em diversos países para cigarros e bebidas alcoólicas.

Especialistas em saúde pública defendem que a tributação mais elevada pode contribuir para a redução do consumo de determinados produtos, especialmente entre jovens e consumidores de menor renda.

Alíquotas ainda não foram definidas

Apesar da previsão de entrada em vigor em 2027, o governo federal ainda não divulgou as alíquotas que serão aplicadas a cada produto.

A indefinição tem gerado preocupação em setores produtivos, que afirmam precisar de previsibilidade para planejamento de investimentos e formação de preços para os próximos anos.

A expectativa é que as regras complementares sejam apresentadas ao Congresso Nacional antes da implementação definitiva do novo sistema tributário.

Como a medida pode impactar o consumidor?

Na prática, a tendência é que produtos sujeitos ao Imposto Seletivo fiquem mais caros ao consumidor final.

O aumento dependerá das alíquotas que forem estabelecidas para cada categoria. Quanto maior a tributação, maior tende a ser o repasse ao preço dos produtos comercializados.  

Além do impacto financeiro, o governo aposta na redução do consumo como ferramenta para diminuir custos futuros relacionados a doenças associadas ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e ao excesso de açúcar na alimentação.

Insight RCWTV

O debate sobre o Imposto Seletivo vai além da arrecadação. O grande desafio será encontrar um equilíbrio entre saúde pública, competitividade econômica e impacto no bolso do consumidor. A definição das alíquotas será decisiva para determinar se a medida terá caráter predominantemente educativo ou se provocará mudanças significativas nos hábitos de consumo da população.

O que é o Imposto do Pecado?

É o nome popular dado ao Imposto Seletivo (IS), criado pela Reforma Tributária para tributar produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Quando o Imposto do Pecado começa a valer?

A previsão é que a cobrança tenha início em 2027, dentro da implementação do novo sistema tributário brasileiro.

Quais produtos devem ficar mais caros?

Entre os principais itens estão cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas açucaradas e alguns produtos com maior impacto ambiental.

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FONTE/CRÉDITOS: Ministério da Fazenda, Receita Federal, Senado Federal, Reforma Tributária do Consumo e g1 Economia.

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Érika Lima

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Érika Lima

Estudante de Jornalismo apaixonada por contar histórias que importam. Acredito no poder da comunicação para informar, inspirar e provocar mudanças. Comprometida com a verdade e a clareza em cada palavra.

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