O governo estadual determinou que as forças de segurança do Rio de Janeiro façam um recadastramento de armas de uso restrito de forma extraordinária e obrigatória. A norma, oficializada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial, abrange fuzis, carabinas e submetralhadoras cedidas a instituições públicas ou acauteladas com pessoas físicas e jurídicas.
A intenção é ampliar a governança e o rastreamento dos equipamentos pertencentes às polícias Militar e Civil. Com a atualização cadastral, entidades de controle, a exemplo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), poderão solicitar dados precisos sobre os responsáveis pelo armamento e a autorização correspondente.
Prazo e fiscalização das corporações
As corporações policiais têm um prazo estipulado de 30 dias para encaminhar um relatório detalhado ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. O documento deve especificar o quantitativo de armamentos recadastrados e recolhidos, além de apontar eventuais irregularidades e ações adotadas.
O decreto exige ainda a elaboração de uma proposta para que a revisão cadastral desse tipo de equipamento ocorra periodicamente no estado.
Apreensão recente no estado
A determinação ocorre em meio a investigações recentes sobre o uso irregular de armamentos. No dia 7 deste mês, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) portando um fuzil calibre 556 em seu veículo, durante operação contra lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

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