Nesta última quinta-feira, 2, a Secretaria de Saúde (SS) concluiu uma série de encontros para capacitação sobre prevenção e controle da tuberculose para os médicos da Atenção Básica. As reuniões foram realizadas simultaneamente no prédio do Conselho Municipal de Saúde e no Auditório da Vigilância em Saúde. Ao todo, mais de cem profissionais foram atingidos pelas capacitações. As reuniões são uma iniciativa do Grupo de Trabalho para Tuberculose, instituído na SS com intuito de promover ações de fortalecimento da rede de Atenção à Saúde.
A tuberculose é uma doença infecciosa transmissível e acomete, principalmente, os pulmões. O diagnóstico da doença é crucial para o tratamento da enfermidade, por isso, durante os encontros, um dos temas mais abordados foi a questão da busca ativa pelos acometidos pela doença e a necessidade de se fazer o rastreio dos contatos. “É importante que a gente busque fazer o controle dos contatos para até mesmo, se for o caso, iniciarmos o tratamento rapidamente”, pontuou a médica infectologista Cristiane Marcos Soares Dias Ferreira, uma das palestrantes durante o ciclo de aprendizagem.
Um dos principais gargalos no prognóstico da tuberculose é o abandono durante o tratamento. Isso ocorre em razão da terapia ser longa e exigir cuidado diário, contudo, é de suma importância os profissionais da saúde tentarem diminuir ao máximo a evasão com foco em diminuir o abandono por parte dos usuários, uma vez que a pessoa só é considerada curada após o tratamento completo.
Outro fator que contribui para a negligência da enfermidade é o estigma que a doença carrega. Boa parte das pessoas que manifestam os sintomas se sentem acuadas para procurarem ajuda. Essa é mais uma das barreiras que os profissionais enfrentam no dia a dia. A enfermeira do Setor de Doenças Transmissíveis, Maria Hélida Pires de Almeida, reforça o posicionamento. “Nós precisamos fazer com que a população entenda que é uma doença grave, mas que tem cura”.
Durante os encontros, também foram tratadas as formas mais comuns de tuberculose, o perfil social da doença, métodos de prevenção ao contágio, atualização de protocolos para pacientes, meios de diminuir a evasão, entre outras providências para mitigar os impactos da tuberculose no município.
Ao longo das reuniões de capacitação, a médica do Serviço de Tisiologia da SS/PJF, Márcia Haddad; a infectologista do Serviço de Atendimento Especializado, Cristiane Soares, e o pneumologista e médico aposentado do Ministério da Saúde, Marcos L’Hotellier, ministraram as reuniões e compartilharam suas experiências no trato da tuberculose.
Ajuda
Como o município de Juiz de Fora se encontra em uma área de risco maior para contaminação, é importante que se observe sintomas como febre e tosse persistentes por mais de duas semanas. Caso você tenha algum dos sintomas, encaminhe-se para a UBS mais próxima para fazer o diagnóstico precoce. A tuberculose tem cura.
FONTE/CRÉDITOS: Imprensa PJF